ARTIGO – Julgamento da igreja

Por que a Igreja Católica não aceita críticas por seus erros ou de seus consagrados? É mais fácil mandar as pessoas procurarem outra crença que reavaliar a conduta errática de alguns de seus membros?

Suspeitas ou não, tudo que está sendo divulgado é fruto de muita investigação.

Acusada de estar envolvida em questões ligadas ao presidente brasileiro Jair Bolsonaro, vários representantes do catolicismo brasileiro se manifestaram sobre as ações sociais da maior Instituição Caritativa do planeta.

Se a Igreja Católica saísse da África, 60% das escolas e hospitais seriam fechados.

Quando a epidemia de AIDS estourou nos EUA e as autoridades não sabiam o que fazer, as freiras da Igreja foram convidadas a cuidar dos doentes, porque ninguém mais queria fazê-lo.

No Brasil, até 1950, quando não existia nenhuma política de saúde pública, eram as casas de caridade da Igreja que cuidavam das pessoas que não tinham condições de pagar um hospital.

A Igreja Católica mantém na Ásia:

1.076 hospitais;

3.400 dispensários;

330 leprosários;

1.685 asilos;

3.900 orfanatos;

2.960 jardins de infância.

Na África:

964 hospitais;

5.000 dispensários;

260 leprosários;

650 asilos;

800 orfanatos;

2.000 jardins de infância.

Na América:

1.900 hospitais;

5.400 dispensários;

50 leprosários;

3.700 asilos;

2500 orfanatos;

4.200 jardins de infância

Na Oceania:

170 hospitais;

180 dispensários;

1 leprosário;

360 asilos;

60 orfanatos;

90 jardins de infância

Na Europa:

1.230 hospitais;

2.450 dispensários;

4 Leprosários;

7.970 asilos;

2.370 jardins de infância

De fato, é muita renda administrada por padres. Após a primeira guerra mundial, o catolicismo foi julgado por não fazer nada, de fato para ajudar o próximo.

A Igreja Católica, como qualquer instituição que congrega humanos, está passível de erros. Mas, se há como regra votos de pobreza, castidade e obediência, os transgressores deveriam ser desligados de imediato. Ou então, que esses votos sejam suprimidos. 

A Igreja não faz concessões com o que considera erros dos outros humanos. Como no caso do aborto da menina de dez anos de idade violada sexualmente. Mas costuma ser condescendente com seus membros. Daí a perda de credibilidade.

A história envolvendo esse Padre de Goiânia, que eu não conhecia e que descobri agora que é muito “famoso”, é muito clara e não deriva de suposições.

Não dá para acobertar esses e outros delitos. Eles, em nome de Deus, não podem tudo. Ninguém pode.


Beth Passos é jornalista 

E-mail: ca[email protected]

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