ARTIGO – Olimpo brasileiro 

Fui criada numa época onde políticos eram recebidos com honras nas casas e no município. Hoje, eu vejo esse velho hábito como no mínimo infantil. É notório que a devoção do povo aos políticos não existe mais.

Havia um certo ar de nobreza na classe política. Mas, graças a Deus, tudo está indo para seus devidos lugares. Políticos são e devem ser vistos como empregados do povo.

Sim, eles estão ou deveriam estar a serviço da população. Caso contrário, não há razão para existirem. Então não há motivos para receberem deferência.

Devem ser tratados como iguais, brasileiros construindo a pátria. Ao escolhermos nossos candidatos, missão árdua nessas últimas eleições, não basta ouvir as propostas. Eles devem ter conhecimento COMO farão para realizar essas promessas. E se não houver proposta, apenas lamentações, comecemos a eliminarmos.

A política praticada hoje no Brasil é devastadora em todos os sentidos. Ela é perdulária, criminosa, corrupta, inepta, safada, manipuladora, indigna, mafiosa, bandida e ladra.

A incoerência dos discursos sempre foi a tônica desses incongruentes, voltada para o ativo mais importante nas suas campanhas e governos que é a maioria pobre desse país.

Quando se aproximam as campanhas eleitorais, dão esmola como incentivo, calçam ruas, colocam luz, um cano aqui e ali, um mimo nas criancinhas porque sabem que essa massa de excluídos é a que vai lhes garantir uma vaga no privilegiado “ Olimpo Brasileiro dos que não terão mais problemas financeiros“.  Mas tão rapidamente se aproximam se afastam e as imagens de pedintes vulneráveis, serão guardadas nas nuvens e pendrives até a próxima eleição.

Não se importam em educar, capacitar, promover desenvolvimento com emprego e bom uso do dinheiro público. Tungam sem dó nem piedade porque sabem que essa massa ainda não se conscientizou do poder que possui (não permitem que isso aconteça). A necessidade de um bem rápido não lhes permite sequer vislumbrar um futuro a curto prazo.

E assim vamos caminhando na insensatez do populista, do colonizador, do explorador da maior riqueza que temos que seria o pensamento e o desenvolvimento intelectual de todo um povo mudando nossa história.

Esse é o desastre perpetuado no Brasil.



Beth Passos é jornalista 

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