ARTIGO – Tempo de raposas  

Apesar de inúmeros convites, eu nunca me filiei a partido político algum. Longe de pechinchar favores e votos a preço de favores, porque neste nosso País tudo se paga e todo homem tem seu preço. Enfim, cada um deve agir segundo os ditames de sua consciência. É a Lei do Livre Arbítrio. E arcar com as consequências decorrentes.

Mas nem tudo é exatamente assim! As “Raposas” voltaram a atacar os menos esclarecidos e ingênuos eleitores das favelas e bairros pobres Abraçam crianças descamisadas e subnutridas. Jogam bola com a molecada esfarrapada e desdentada. Alguns se dão ao ridículo de falar gírias bem comuns nas comunidades.

Na verdade, visitam lugares onde jamais imaginaram encontrar seres humanos, muito menos morando de modo tão precário. A Política brasileira, mais do que nunca apresenta um cenário, onde tudo é válido. Destituir Presidentes; quebrar tudo em passeatas em nome da “Democracia”. Mentir descaradamente. Prometer o que nunca farão com a maior cara de pau.

O mais lastimável é o fato de a grande maioria dos candidatos não terem preparo algum para o posto que pleiteiam. Não conhecem sequer o ABC da administração. Grande deles Incapaz de administrar uma carrocinha de cachorro quente, sequer!

Dólares na Suíça. Falcatruas. Pedaladas fiscais e muita mentira. Aliás, mentir é a grande especialidade da maioria dos políticos.

Já fomos o país da bossa nova, carnaval, do samba, da alegria, da mulher brasileira em primeiro lugar. Hoje amargamos o país onde as fofocas de comadres chamam-se fake news e faz a cabeça da população, a arma em punho é a lei. Antes o abraço caloroso, hoje o único calor no Brasil é o das queimadas criminosas que devastam a nossa floresta, o nosso pantanal.

A alegre brasilidade deu lugar ao ódio, à violência gratuita, ao preconceito. O sorriso que tomava conta do nosso país, foi demitido e quem assumiu o seu lugar foi o choro das mortes pela pandemia. A ausência de cuidados, de responsabilidade, o descaso, o desgoverno, a chacota internacional, a perda de direitos, a confusão de valores, tem cadeira cativa no Brasil.

A contragosto, somos hoje, aquilo que nunca queríamos ser: um país recheado de exceção.



Beth Passos é jornalista 

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