ARTIGO – Empresa criminosa 

O Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, registrou mais um triste evento de racismo para a vergonha dos brasileiros, desta vez em Porto Alegre. E não se trata de EPSÓDIO ISOLADO. Estava num grupo privado listando produtos de supermercado da minha memória:

1) Etiquetas de datas de validade trocadas para vender frango vencido.

2) Um gerente manda um funcionário “dar um fim” num animal que estava em frente à loja abordando clientes, funcionário envenena e espanca o animal até a morte.

3) Promotor de vendas morre durante o trabalho, o corpo é escondido por guarda-sóis durante horas, para não atrapalhar as vendas.

Pesquisando entrei no Face e uma amiga lembrou do episódio das duas crianças eletrocutadas ao encostar num freezer danificado na loja de Pinheiros em São Paulo. Daí, voltei para o meu grupo de mensagens e recebi um link de sete episódios em que o Carrefour esteve envolvido em outros episódios como esse (a lista nem está completa, mas acrescenta coisas muito importantes às que eu tinha frescas na memória, como perseguição a funcionários grevistas).

Nunca se verificou qualquer homem branco ser levado pelos seguranças por discutir com o caixa do supermercado. Por isso, o caso de João Alberto Silveira Freitas, morto pelos seguranças do Carrefour, é sim racismo.

Além de ser levado pelos seguranças, foi espancado até a morte.

Não há NENHUMA justificativa plausível para o que aconteceu.

A responsabilidade pelo crime da morte de João Alberto Freitas pode até ser dos três seguranças. Mas a responsabilidade por promover o completo DESRESPEITO PELA VIDA, entre seus funcionários, certamente é dessa empresa. Não basta boicotar. A empresa tem que sofrer RESPONSABILIZAÇÃO CIVIL!


 


Beth Passos é jornalista 

E-mail: [email protected]

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