ARTIGO: Vivendo real

Gosto de pessoas vividas, adoro aprender com quem pode me ensinar e durante uma conversa online perguntei a um amigo que já ultrapassou os 60 e está chegando aos 80. Que tipo de mudanças ele tem feito em sua vida?

Ele me enviou as seguintes linhas muito interessantes, que eu gostaria de compartilhar com todos vocês.

Depois de amar meus pais, meus irmãos, minha esposa, meus filhos, meus amigos, agora comecei a me amar.

Acabei de perceber que não sou “Atlas”. O mundo não repousa sobre meus ombros.

Parei de negociar com vendedores de frutas e verduras. Afinal, alguns centavos a mais não vão abrir um buraco no meu bolso, mas podem ajudar o pobre homem a economizar para as taxas escolares da filha.

Pago o taxista sem esperar o troco. O dinheiro extra pode trazer um sorriso ao seu rosto, ele está trabalhando muito mais duro do que eu.

Parei de corrigir os mais velhos que contam a mesma história muitas vezes. A história os faz trilhar o caminho da memória e reviver o passado.

Não corrijo as pessoas, mesmo quando sei que estão erradas. A responsabilidade de tornar todos perfeitos não é minha. A paz é mais preciosa do que a perfeição. (Como diz a Karín: Se a pessoa vive numa bolha, deixa… não arrebente a bolha!)

Distribuo elogios de forma livre e generosa. Essa atitude melhora o humor não só do destinatário, mas também de mim mesmo!

Aprendi a não ser incomodado por alguma mancha na minha camisa. A personalidade fala mais alto do que as aparências.

Fico longe de pessoas que não me valorizam. Eles podem não saber meu valor, mas eu sei.

Mantenho a calma quando alguém faz política suja para ficar à minha frente na corrida dos ratos. Afinal, não sou um rato e também não estou em nenhuma corrida.

Estou aprendendo a não ter vergonha das minhas emoções, são as minhas emoções que me tornam humano.

Abandonei o ego, pois vai me manter distante, enquanto estiver num relacionamento assim nunca estarei sozinho!

Aprendi a viver cada dia como se fosse o último. Afinal, pode ser mesmo o último.

Estou fazendo o que me deixa feliz pois sou o único responsável pela minha felicidade e devo isso a mim mesmo.

Decidi enviar esse estilo de vida para reflexão de todos! Afinal por que temos que esperar tanto? Porque não podemos praticar isso em qualquer estágio da vida?

Como disse Myrian Lucy: “Quando fiquei velha ainda era moça… Por isso tenho o andar vagaroso e o olhar demorado. Por isso compreendo a urgência da vida dentro da paciência tão necessária. Porque se nada é para já, nada também se repete, e um atraso, meu amigo, um atraso pode significar mais que um depois; pode significar nunca mais!”

Beth Passos

Jornalistas

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