Jornalistas na diretoria da Abrajet/DF atuam pelos interesses do setor de turismo do Distrito Federal e Entorno

A Abrajet/DF (Associação Brasileira de Jornalistas de Turismo – Distrito Federal) terá um novo presidente. Este foi escolhido pelo atual mandatário nacional, Evandro Novak, que fez o convite ao jornalista Luiz Solano para ocupar o cargo. Com isso, o quadro da diretoria da associação será composto por oito jornalistas, que devem defender os interesses do setor do turismo no Distrito Federal e seu entorno. Além disso, a Abrajet vem exercendo forte pressão para a aprovação do projeto nacional de turismo, que prevê a legalização dos cassinos, bingos, jogo do bicho e caça níquel.

A Abrajet foi criada em 29 de de 1957, no Rio de Janeiro, por um grupo de escritores e jornalistas. E, atualmente, a associação tem filiais espalhadas por todo o território nacional, com cerca de 350 membros que trabalham em revistas, rádios, TVs, jornais, sites, assessoria de imprensa do governo, blogs e empresas ligadas ao turismo, buscando sempre alternativas para o desenvolvimento do turismo nacional.

Interesses da Abrajet

 Uma das principais pautas defendidas pela Abrajet é a legalização dos jogos de azar, que foram proibidos no Brasil na década de 40, mais precisamente em 30 de abril de 1946, pelo decreto-lei 9.215 aprovado pelo então presidente Eurico Gaspar Dutra. Este decreto justificava a proibição sob a alegação de que a prática seria degradante. Porém, é de conhecimento geral que sua esposa, Carmela Teles Leite Dutra, era uma devota veemente da Igreja Católica, e exerceu forte pressão sobre o seu marido para a aprovação do decreto-lei 9.215.

Segundo previsões de especialistas, a legalização da jogatina em território nacional poderia gerar uma renda em impostos para o governo federal de pelo menos R$ 50 bilhões ao ano. Dinheiro este que poderia ser utilizado em diversos programas sociais, como o Renda Cidadã, além de outros setores como o da Segurança Pública. Ademais, estima-se que, com a legalização, seriam criados mais de 700 mil empregos diretos e 600 mil indiretos, fomentando a economia do país que enfrenta uma crise econômica há anos.

Projetos em andamento

Há décadas ocorre a discussão no Brasil sobre a regulamentação ou não dos jogos de azar, e atualmente o Senado Federal tem uma proposta em análise, com previsão de voltar a ser matéria no plenário nacional logo no primeiro semestre de 2021. O projeto PLS 186/2014, de autoria do senador Ciro Nogueira (PP-PI), permite o funcionamento de “jogos da fortuna”, sendo eles online ou presenciais, em todo o Brasil. Atualmente algumas plataformas de cassinos online confiáveis já atuam em território nacional, contudo eles têm sede no exterior, e desta forma não infringem nenhuma lei do ordenamento jurídico brasileiro.

Já o projeto de lei do senador Benedito de Lira (PP-AL) prevê a regulamentação do vídeo bingo, jogo do bicho, bingos, cassinos em complexos integrados de lazer, apostas esportivas e não esportivas, além dos cassinos online. Ambos projetos têm forte apoio do Presidente da República, Jair Bolsonaro, e do ministro da economia, Paulo Guedes, que veem a regulamentação da jogatina com bons olhos. Em 2019, a proposta de Benedito de Lira foi aprovada na Comissão Especial de Desenvolvimento Nacional, contudo acabou sendo rejeitada pelos senadores na Comissão de Constituição e Justiça.

Para Lira, somente a regulamentação dos jogos de fortuna poderá acabar com a jogatina clandestina. Isso tornará a atividade do setor transparente, o que evitará a lavagem de dinheiro, que é um dos pontos que os opositores da proposta mais se apegam durante sua recusa. Já para o senador Ciro Nogueira, muitos ignoram a realidade, fingindo que o jogo não ocorre. “O Brasil hoje é um dos países em que mais se joga no mundo. O mercado clandestino movimenta cerca de R$20 bilhões por ano”, afirma Nogueira.

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