Em uma sequência de entrevistas à Rádio Difusora Acreana iniciada ontem, 2, no programa do radialista José Wellington e hoje, 3, com o radialista Roney Martins, Bocalom falou sobre o transporte coletivo de Rio Branco. Disse que pretende se reunir com os empresários do ramo nos próximos dias. O novo prefeito afirmou que vai abrir “a caixa preta” do setor.

“O transporte coletivo é um caso seríssimo. Eu sempre falei que é uma caixa preta, a gente precisa abrir essa caixa preta. O povo de Rio Branco tenha mais um pouquinho de paciência que a gente vai correr atrás disso. Nós vamos regularizar o táxi compartilhado, quem quiser andar de táxi compartilhado vai andar, quem quiser andar de táxi comum vai andar, quem quiser andar de mototáxi vai andar. Quem usa o serviço é quem vai escolher o que vai fazer. E vamos correr atrás e vamos chamar esse pessoal dos ônibus para sentar e ver o que está acontecendo”.

E acrescentou o prefeito: “Não pode aqui em Rio Branco, agora que começou a ter uns ar-condicionados, agora na campanha, antes não tinha. Curitiba tem ar-condicionado nos ônibus, e lá é frio, há 40 anos e aqui não tinha. É uma pouca vergonha. Os ônibus aqui andam lotadíssimos, ônibus velhos, tem que melhorar isso. Nós vamos pra cima, agora não muda da noite para o dia. O povo tem que entender que: “ah, o Bocalom chegou agora resolve’. Não é um passo de mágica”.

Já neste domingo, 3, em entrevista a Roney Martins, Bocalom frisou que a meta é recuperar 500 quilômetros de ramais. Ele destacou que, caso haja uma parceria com o governo do Estado, esse número pode dobrar para 1.000 quilômetros. Rio Branco tem 2 mil quilômetros de estradas vicinais. “A prioridade é ramal, o senhor está corretíssimo. Não adianta ter a pessoa morando na zona rural e quando ele produz não consegue tirar. E quando a pessoa fica doente, no inverno? Muitas pessoas morreram lá dentro porque não conseguiram sair. Pode ter certeza, tendo ramal vai poder escoar a produção, vai salvar vidas e também vai transportar as crianças nos ônibus com dignidade”, disse Bocalom ao responder questionamento de um ouvinte. (Noticias da Hora)