ARTIGO – Consciência é luxo real 

Quando a nossa sobrevivência está em jogo, repensamos nossos papéis. São definitivos? Não sabemos. Fomos sensibilizados. Fica uma semente ali. O luxo associado ao supérfluo, ao intocável, dá lugar a um estado de ser, que repensa a ilusão da posse e sua relação com nossa identidade. E nos conecta a que o verdadeiro luxo representa.

Luxo é saúde das relações envolvidas que se mantém vivas através de trocas justas de serviços ou saberes. É a saúde da mente, que se nutre de inspirações criativas de tudo o que nos cerca. Luxo é a saúde de silenciar, respirar, viver o presente, cada momento.

Luxo é respeito a mão do homem, que repete os gestos, que cria as experiências, que chegam até você. É o respeito do tempo, de saborear cada momento, de optar pelo que fica. O respeito pela beleza do diferente, do belo, que surge em sua individualidade.

Luxo é consciência de saber que somos mais do que os objetos que nos cercam. É consciência de que cada escolha feita impacta a vida de alguém. Que micro escolhas cotidianas tem enorme poder, capazes de serem positivas para todas as partes. Consumir é (re) existir e fazer com que os outros (re) existam conosco.

E saúde, o agora, desperta diálogo e colaboração. Respeito permite conviver, coexistir. Respeito inclui, jamais excluí.  E consciência gera responsabilidade e transformação.

Luxo mesmo é a beleza deste momento, da vida que pulsa, que muito pode ser feito dentro e a partir nós. Aqui, agora.



Beth Passos é jornalista 

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