Os membros da Comissão Especial de Acompanhamento das Ações de Enfrentamento à Pandemia de Covid-19 aprovaram, no final da tarde de ontem (10), por unanimidade, o requerimento apresentado pelo deputado Edvaldo Magalhães, que convoca o diretor-geral da Policlínica da Polícia Militar, coronel Wagner Austregesilo Stanislau de Araújo, para prestar esclarecimentos a respeito das denúncias de fira-filas da vacina anticovid.

Edvaldo Magalhães quer saber a respeito do processo de vacinação e das denúncias de fura-filas, divulgadas pela imprensa do Acre esta semana. Consta que a estagiária Dayanna Menezes, esposa do coronel da Polícia Militar Ulysses Araújo, recebeu a primeira dose da vacina, embora ela não pertença ao quadro de profissionais de Saúde da Policlínica, como preconiza o Ministério da Saúde com relação aos grupos prioritários. A alegação de que ela presta serviço na unidade, na condição de estagiária, não convenceu os membros da Comissão.

A data para que Wagner Austregesilo compareça à Comissão deve ocorrer após o recesso de carnaval. Entre os questionamentos está: quais os critérios utilizados para a vacinação de servidores, funcionários e estagiários. O requerimento aprovado também pede uma lista com nome do imunizado, função que ocupa e data em que foram aplicadas as doses da vacina anticovid.

A Comissão

A Comissão Especial de Acompanhamento das Ações de Enfrentamento à Pandemia de Covid-19 partiu de uma propositura do deputado Daniel Zen e foi aprovada pelos 24 parlamentares no final de dezembro do ano passado.

O deputado Roberto Duarte (MDB) vai presidir a Comissão. Ele foi eleito por três votos a dois. Já o deputado Neném Almeida (Sem Partido) será o vice-presidente.

Os demais membros titulares são: Gehlen Diniz (Progressistas), Cadmiel Bonfim (PSDB) e Daniel Zen (PT).

Na suplência ficaram os deputados José Bestene (Progressistas), Whendy Lima (Progressistas), Meire Serafim (MDB), Edvaldo Magalhães (PCdoB) e Antônio Pedro (DEM).

Entre as prerrogativas da Comissão está o acompanhamento de gastos com a pandemia, sugestão de ideias, visitas às unidades destinadas ao atendimento à covid-19, entre outras ações a serem desenvolvidas pelos membros.

“No momento de gravidade que o povo acreano vive em função da segunda onda da pandemia, a Assembleia precisa ter um instrumento de acompanhamento de perto de todos os aspectos que vão desde a garantia da vacinação, à condições mínimas de garantia de atendimento aos pacientes. O Poder Legislativo cria um instrumento de acompanhamento para ouvir a comunidade, construir proposições e apresentar ao Poder Executivo”, disse Edvaldo Magalhães. (Assessoria)