ARTIGO – Lágrimas culpadas 

O choro lava alma, mas não leva a culpa! Ao ouvir o anúncio oficial da saída de Lucas e que faltou empatia, a “psicóloga” Lumena teve uma reação que causou estranheza. Um choro incontrolável, que parecia abafar algo guardado no peito. Foi tenso assistir e lembrar dos olhares que ela destinou a Lucas antes dele decidir sair. O choro de Lumena trouxe um pouco de humanidade para essa “personagem” que ela levou para dentro da casa.

A cada tentativa de recomposição, eu lembrava da negativa de escuta que ela ofertou para o colega de confinamento. E assim é na vida real. Muitas das nossas atitudes atingem as pessoas em lugares que não imaginamos. Ferimos sem saber, mas quando diz onde machuca e mesmo assim você faz, perdeu um pouco da sua capacidade de salvar vidas.

Que a gente não se deixe chorar apenas pelos que já foram, que seja possível continuar escutando os pedidos de escutas de quem está por perto e precisa de ajuda.


Beth Passos é jornalista 

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