ARTIGO – Tarefa de vida 

Toda sensação negativa pode ser substituída, superada. Mas o que não pode ser vencido (ao menos não de imediato) são os efeitos colaterais que elas causam em nós. Ninguém é o mesmo depois de experimentar uma tristeza, uma aflição, uma inquietude. As perdas, sejam de quais naturezas forem, nos modificam. E se modificar, dói. Tira da zona de conforto, da facilidade, nos obriga a repensar estratégias, para curar o nosso corpo e nossa alma.

Ser feliz é uma escolha. Mas é difícil sustentar o estado de felicidade. E daí para nos distrairmos criamos dramas, de todos os tamanhos – desde pequenas confusões, acidentes e até doenças graves, outras cultivadas por anos em nossa mente e em nosso comportamento emocional.

Desapegar de sofrer é para poucos! Até porque, crescemos com aquela história de que tem algo bom em sofrer, faz agente crescer. Sim, faz! Mas, já estamos na estrada do amor e podemos optar em aprender de forma sábia, ou seja, pela observação dos erros já cometidos, aprender e treinar. E tem que ser todo dia. Só se mudamos nosso comportamento treinando, não é de um dia para outro.

Mesmo treinando algumas vezes falho.  Porém, orgulhosa repito esse mantra: “Ajusto-me a mim. Navego na profundidade do meu amor próprio, jamais me permito naufragar em sentimentos rasos”. Mesmo assim o subconsciente da vida toda aparece tentando ser mais forte que o treino. Não! Não posso cometer os velhos erros. Tenho que seguir para cometer novos erros.

Ser feliz é uma tarefa nossa. Uma fatura que a gente tem que liquidar diariamente. Fugindo das expectativas em pessoas, coisas ou situações. Procurando ser leves, sermos uma companhia agradável e não um contrato de letras miúdas que as pessoas terão que assinar, toda vez que se aproximarem de nós.


Beth Passos é jornalista 

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