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Francisco Assis
Francisco Assis dos Santos é filósofo e humanista. Email:[email protected]

A duríssima vida em sociedade!

O filosofo existencialista Martin Heidegger (1889-1976) dizia que o mundo existe  como conjunto de coisas utilizáveis. O sentido das coisas equivale em ser utilizadas pelo o homem. O homem, portanto, não é um expectador ou contemplador do grande teatro do mundo. O homem é um ser-no-mundo, envolvido nele e em suas agruras. Por outro lado, a raça humana compreende uma coisa quando sabe o que fazer dela. O ser humano em sua dimensão de pluralidade é um ser-com-os-outros e para-os-outros, asseverava Heidegger, a isto chamamos de convivência social.

Acontece que, no  presente momento, paga-se um alto e duríssimo preço para se viver em sociedade. Veja, por exemplo, a questão dos medicamentos de laboratórios que, independente de “crises” aumenta sistematicamente. No ano passado, dizem os dados estatísticos, a  majoração de preços foi na ordem de 500%.  O vilão, foi e continua sendo a Pandemia.

Sabe. leitor, por que o governo não dá um pio sobre o assunto? Porque, cobra alta incidência sobre os medicamentos. O mais cruel é que se trata de um ítem crucial à sobrevivência da sociedade brasileira.

Outra situação insustentável é o aumento dos derivados do petróleo. Uma botija gás de 13 kg custa, hoje, mais de R$100,00. A energia elétrica, é outra imoralidade. Cá entre nós, os governos estaduais tem interesse em que as tarifas de consumo de energia eletrica caia? Não! Que as tarifas cresçam? SIM! Por que? Porque auferem 25% do total arrecadado! Num Estado, como o Acre, de economia de contra-cheque, essa incidência sobre a tarifa de energia eletrica é determinante.  

Além dessa duríssima realidade dos elevados preços de ítens sem os os quais não podemos sobrevive em sociedade, somada a instabilidade do poder público, notadamente o Federal, beirando o desgoverno,  há o alto preço da convivência social com o meu próximo. Amaioria, das pessoas, já perdeu o interesse, principalmente por aqueles que fazem parte da comunidade local e, o que é pior:  pelo bem universal!

Há, neste quesito, por este Brasil continental, prementes inquietações de todos os que primam pelo repeito ao próximo. Roberto Romano, p.ex., professor de filosofia da Unicamp, disse recentemente que a idéia de que o homem caminha rumo ao pior é antiga, remonta a Sto. Agostinho.  Quando em vida, o astrofísico inglês Stefhen Hawking (1942-2018) o mais célebre cientista desde Albert Einstein, antevia um destino sombrio para a humanidade. Quem “achar” a afirmação de Hawking exagerada é só vê as estatísticas, produto desta incivilidade,  dos feminicidios, dos estupros de vulneráveis, das homofobias, das intolerâncias religiosas e do racismo, que permeiam nossa sociedade.

Esta opinião, de frases feitas, não está pedindo que a raça humana viva a alteridade, como deseja o Santo Papa Francisco. Não, isto é um ideal em demasiado, para a estupidez do homem da era cibernética. Nada de utopias, do Estado Ideal de Platão. O que se quer, é um minimo de civilidade, de respeito mútuo, pois que somos parte do mesmo contexto político-social, não farinha do mesmo saco, como dizem alguns políticos sem escrúpulo.


“é só vê as estatísticas  dos feminicidios, dos estupros de vulneráveis, das homofobias, das intolerâncias religiosas e do racismo, que permeiam nossa sociedade.”

HUMANISTA. E-mail: [email protected]