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Protesto

Integrantes do Cadastro de Reserva da PM se dizem ‘enganados’ pelo governo e acampam em frente à Aleac

Além da luta pela convocação, o protesto é também um pedido para que todos os integrantes do cadastro sejam reaproveitados no Corpo de Bombeiros

Ainda na busca pela convocação, os integrantes do Cadastro de Reserva (CR) do último concurso da Polícia Militar do Acre decidiram acampar em frente à Assembleia Legislativa do Acre para chamar a atenção para a pauta.

De acordo com Wanessa Morais, integrante do CR, além da luta pela convocação, o protesto é também um pedido para que todos os cerca de 300 aprovados que integram o cadastro sejam reaproveitados no Corpo de Bombeiros, caso a proposta seja levada adiante.

Os manifestantes pretendem continuar o protesto por tempo indeterminado (Foto: Cedida)

“Estamos em busca da convocação. Nós temos um problema com essa transferência [do cadastro de reserva da PM para o Corpo de Bombeiros], porque essa transferência não iria contemplar todo o Cadastro de Reserva, mas só uma parte, e a promessa foi feita para todos, todos tem o sonho de ser militar e servir no Corpo de Bombeiros seria uma honra, mas o governador fez uma promessa antes das eleições, uma promessa de campanha e, no ano passado, quando a gente fez um movimento, ele refez a promessa e a convocação foi apenas para 199. Ficamos de fora, agora está essa questão do Corpo de Bombeiros, mas que não seria para todos. Nossa luta é para que ninguém fique de fora”, declarou Wanessa.

“Nos sentimos enganados”

Na última semana, o governador Gladson Cameli anunciou que realizará, em 2022, os primeiros concursos públicos de sua gestão para diversos órgãos. Para Wanessa Morais, o sentimento é de que os membros do cadastro de reserva da PM foram “enganados”.

“A gente se sentiu enganado, porque em diversas conversas ele [o governador] disse que todos seriam aproveitados, não somos contra a realização de concursos, quanto mais, melhor para o estado. Mas nós também fizemos concurso, passamos por todas as etapas e a gente quer esse direito também. Pode fazer [concurso] para vários órgãos que estão precisando, mas e nós? Por isso vamos ficar aqui o máximo de dias possíveis e pretendemos sair daqui somente com uma resposta de que todos serão convocados”, finalizou Wanessa.