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JUSTIÇA ELEITORAL

Desembargador Francisco Djalma é eleito presidente do TRE-AC e coordenará eleições 2022

Djalma tem mais anos de serviço no Judiciário acreano e a sua vitória atribui-se o fato de ser o mais antigo na disputa

Por um voto de diferença, o desembargador Francisco Djalma foi eleito presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC) para o biênio 2021-2023, ao vencer por quatro votos a três, seu oponente na disputa interna, o desembargador Luis Camolez. em sessão remota realizada nesta segunda-feira, 09.

Com o resultado, os trabalhos da Justiça eleitoral no Acre, estarão sob coordenação de Francisco Djalma nas eleições de 2022. A seu favor, votaram os juízes eleitorais Hilário Melo, Geraldo Fonseca e Maha Kouzi Manasfi e ele próprio. Em Camolez votaram, além do próprio desembargador, os juízes Armando Dantas e Marcos Tadeu.  Ele será o vice-presidente.

Francisco Djalma da Silva tem mais anos de serviço no Judiciário acreano e a sua vitória atribui-se o fato de ser o mais antigo na disputa.

A posse de Djalma será no próximo dia 12 e, durante a sessão de eleição, ele disse que tem como comprometimento o aumento de sua responsabilidade com a Justiça eleitoral, especialmente com o pleito que se avizinha, e que leva para o TRE sua experiência de gestão participativa quando foi presidente do Tribunal de Justiça do Acre. “Consegui conciliar interesses dos magistrados e servidores em torno de um objetivo comum.”. destacou. Depois falou em conjugação de esforços e valorização da instituição.

“A vida contemporânea está a exigir de nós espirito de solidariedade e pacificação de conflitos na defesa dos interesses coletivos e os decorrentes do Estado Democrático de Direito. (…) garantindo o respeito à vontade do eleitor, que é a base da democracia.”, disse salientando votos de que a rotina volte a normalidade com o fim da pandemia.

Biografia

Natural de Alexandria (RN), é formado em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Pernambuco e ingressou na Magistratura, nomeado juiz de Direito substituto em 25 de maio de 1988, iniciando o exercício na Comarca de Feijó.

Foi promovido por merecimento ao cargo de juiz de Direito de 1ª Entrância da Comarca de Brasiléia; também respondeu pela Comarca de Tarauacá até ter sua competência prorrogada para a Comarca de Cruzeiro do Sul e também respondeu pelas Comarcas de Feijó, de Senador Guiomard e também pela de Sena Madureira. Até passar para o exercício de suas funções na 2ª Vara Criminal da Comarca de Rio Branco.

Foi promovido ao cargo de juiz de Direito de 2ª Entrância (Rio Branco), com titularidade na 2ª Vara Criminal.

Ao longo de sua trajetória na Magistratura, Francisco Djalma também integrou como suplente a Turma Recursal única, entre 1997 e 1998, e respondeu pela Auditoria Militar da Comarca de Rio Branco.

Em 1999, Francisco Djalma entrou em exercício na 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Rio Branco. Em 2000, foi reconduzido a suplente da 1ª Turma Recursal, sendo que em 2003 foi nomeado membro titular da 2ª Turma Recursal. No ano de 2001, ele entrou em exercício ainda nas 1ª, 2ª e 3ª Varas de Família da Comarca de Rio Branco. Dois anos depois, ocupou o cargo de Diretor do Foro da Comarca da Capital, sendo também em 2003 designado para responder pela Vara de Execuções Penais (VEP).

Posteriormente, respondeu ainda pelo 3º Juizado Especial Cível (2003) e 3ª Vara Cível (2006) na Capital do Acre.

No dia 29 de abril de 2011 foi convocado para compor a Câmara Criminal do TJAC, em caráter substitutivo, até o dia 7 de julho do mesmo ano, tendo em vista o afastamento do desembargador Feliciano Vasconcelos.

Foi presidente do Tribunal de Justiça do Acre no biênio 2019-2021.