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Evandro Ferreira

Evandro Ferreira

Evandro Ferreira é pesquisador do INPA e do Parque Zoobotânico da Universidade Federal do Acre (Ufac). Email: [email protected]

Terras sagradas da Amazônia

Evandro FerreiraporEvandro Ferreira
29/06/2022
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Nos últimos 20 anos o entendimento da ocupação da Amazônia pré-colombiana mudou radicalmente. Não apenas nas várzeas, mas também nas terras firmes, longe dos grandes rios, a Amazônia foi intensamente ocupada, por diferentes grupos humanos.

Uma das razões dessa mudança foi a descoberta, na região de tríplice fronteira (Bolívia, Brasil e Peru) de centenas de monumentos de terra conhecidos como geoglifos.

Esses monumentos foram primeiramente observados no Estado do Acre (Brasil), próximo da fronteira com o Departamento de Pando, na Bolívia e são considerados a mais recente e dramática descoberta da arqueologia Amazônica (Dias & Carvalho, 1988; Ranzi & Aguiar, 2001 e Mann, 2008).

A revelação dos geoglifos ocorreu pelo avanço das frentes do Agronegócio sobre Amazônia. A substituição da floresta original por pastagens para criação de gado, permitiu observar monumentos de terra de formas geométricas em uma extensa área nos interflúvios dos rios Purus, Acre e Abunã.

Os geoglifos da Amazônia são representados por enormes desenhos, especialmente quadrados e círculos, mas também octógonos, hexágonos, pentágonos e conjuntos com de várias figuras. A melhor visão é obtida em sobrevoos com pequenos aviões ou balões de ar quente.

A construção desses monumentos de terra, demandaria grande número de pessoas, planejamento prévio, organização e instrumentos de trabalho. Seus construtores teriam que primeiramente imaginar o desenho e, dependendo das condições da área, definir o tamanho e fazer o traçado na superfície do terreno. A partir daí, teria início a construção de uma vala de 4 a 5 metros de profundidade, com largura de 8 a 10 metros. Toda terra escavada seria arranjada do lado externo da escavação, formando um conjunto muro-vala, com uma grande plaza interna.

Se uma aldeia estivesse estabelecida dentro do geoglifo, pela disposição do conjunto, fica descartado o uso para fins defensivos. O muro externo, antes da vala, daria vantagens para os atacantes. Para uma melhor defesa a vala deveria estar antes do muro.

Pesquisas e escavações arqueológicas a partir de 2005, lideradas por Denise Schaan e Martti Pärssinen, revelaram pouco material cerâmico e lítico. Uma das importantes conclusões dos estudiosos é de que esses monumentos geométricos seriam lugares de cultos, cerimônias e festividades.

Historicamente, temos informações de que os índios Araonas e Guarayos, habitantes da atual fronteira da Bolívia e Brasil, teriam deuses geométricos e seus templos construídos em pequenas áreas de campo no meio da floresta (Labre, 1888 e Schaan, 2010).

Se a hipótese de monumentos cerimoniais se confirmar, isso significa que os antigos habitantes do Estado do Acre nos legaram obras de grandes dimensões com perfeição geométrica, o que justifica denominar essa região de Terras Sagradas da Amazônia.

No livro de Ranzi & Parssinen (2021) pode-se ter uma visão desses monumentos em mais de uma centena de excelentes fotografias, registros obtidos em várias horas de sobrevoos pelo profissional acreano Diego Gurgel.

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Para saber mais:

Dias, O.; Carvalho, E. 1988. As estruturas de terra na arqueologia do Acre. Série ArqueoIAB. Publicações avulsas 1, p.14-28.

Labre, A.R.P. 1888. Viagem Exploratória do Rio Madre de Diós ao Acre. Revista da Sociedade de Geographia do Rio de Janeiro, Tomo IV: 102-114.

Mann, C. 2008. Ancient earthmovers of the Amazon. Science, 321: 1148–1152.

Ranzi, A. 2021. Geoglifos do Acre – Passado Profundo. Florianópolis:  Massiambooks. 155 pp.

Ranzi, A.; Aguiar, R. 2000. Registro de Geoglifos na Região Amazônica, Brasil. Munda, 42: 87-91.

Ranzi, A.; Parssinen, M. 2021. Amazônia – Os Geoglifos e a Civilização Aquiry. Florianópolis:  Massiambooks. 203 pp.

Schaan, D. 2010. Paisagens da Amazônia Ocidental. In: Schaan, D.P.; Ranzi, A.; Barbosa, A.D. Geoglifos – Paisagens da Amazônia Ocidental. Rio Branco: GK Noronha, p. 13-17.

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