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infraestrutura

‘O Ruas do Povo é um problema sério que o governo do Estado tem nas mãos’, declara Bocalom

Na capital, 605 ruas que já deveriam ter recebido pavimentação e todo serviço de infraestrutura, estão judicializadas em decorrência de uma série de irregularidades

Durante solenidade realizada na manhã desta sexta-feira, 13, na sede do poder Executivo municipal, o prefeito Tião Bocalom (Progressistas), declarou que não assumirá as obras de pavimentação do programa Ruas do Povo. Na capital, 605 ruas que já deveriam ter recebido pavimentação e todo serviço de infraestrutura, estão judicializadas em decorrência de uma série de irregularidades. O gestor frisou que a responsabilidade pelo trabalho nas vias é do governo do Acre.

“O Ruas do Povo é um problema sério que o governo do Estado tem nas mãos. Foi pego R$ 400 milhões para realizar a ação em todos os municípios acreanos. Em Rio Branco, deve ter sido investido mais de R$ 200 milhões. Porém, vejam o que aconteceu. Eles pagaram o serviço e não receberam por ele. Não recebendo, não prestaram contas com o governo federal. Como a prefeitura vai resolver essa situação, se o problema não é da gestão municipal. As ruas são do município, mas quem pediu para fazer as obras de infraestrutura foi o governo do Estado, somente autorizamos. Eles têm de entregar as ruas prontas, com rede de esgoto funcionando”, disse Bocalom.

‘Quem tem que resolver primeiramente essa questão é o governador Gladson Cameli’, afirmou Bocalom (Foto: Dell Pinheiro)

O prefeito enfatizou que acionará a Justiça, por meio da Procuradoria Geral do Município (PGM), para que a questão seja resolvida.



“Queremos que os responsáveis executem as obras. Quem tem que resolver primeiramente essa questão é o governador Gladson Cameli. Já estamos assumindo dívidas anteriores, deixadas em gestões passadas, gastando o que não era para ser gasto. Ou seja, resolvendo problemas nossos. O que não pode é a população pagar o prejuízo. Se fôssemos pavimentar as Ruas do Povo iríamos gastar mais de R$ 300 milhões. A prefeitura não tem como arca com tudo isso”, ressaltou.

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