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Educação no sangue: família segue tradição e conta com três gerações de professores

A GAZETA conversou com Elenice Rodrigues, professora de Português.

Anne Nascimento por Anne Nascimento
15/10/2024 - 09:00
Educação no sangue: família segue tradição e conta com três gerações de professores
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“Educação é um processo de estimular e despertar as pessoas do âmago do seu ser, permitindo que elas desbloqueiem e desenvolvam o poder dentro delas para criar felicidade. Para isso, paixão é a chave”. As palavras do filósofo e poeta laureado japonês Daisaku Ikeda, falecido em 15 de novembro do ano passado, refletem bem a vida da professora de português Elenice Rodrigues. Neste Dia dos Mestres, celebrado nesta terça-feira, 15, A GAZETA conversou com Rodrigues para saber os sabores – e as dificuldades – em ensinar.

Elenice é filha de professora; a mãe, Eunice Ricardo, era pedagoga, a primeira da família a se formar na Universidade Federal do Acre (Ufac), aos 50 anos. Infelizmente, dona Eunice faleceu em 2021, vítima de Covid-19.

Elenice, além da mãe, também tem um filho professor: Wellington Vidal, de 25 anos, é formado em Biologia, muito embora nos últimos tempos, tenha deixado a sala de aula para se dedicar ao jornalismo.

Segundo Elenice, havia a opção de seguir duas carreiras: a da educação, a exemplo da mãe; e a área da saúde, que era a do pai. “Porém, desde criança, eu via a minha mãe estudar. Às vezes, ela me levava pra aula, que na época era ensino médio profissionalizante, o magistério. Nessa modalidade, formava-se professores para escola até o quinto ano, e aí fui crescendo, vendo-a estudar”, explica, acrescentando que, embora não tenha chegado a estudar com a mãe, sempre a via na escola. “E eu achava muito interessante a forma dela de dar aula, ela fazia com prazer e era bem divertida”.

Educação no sangue: família segue tradição e conta com três gerações de professores
Eunice Ricardo, a pioneira da família. Foto: cedida

A atuação da mãe foi chamando a atenção, e a vontade que dona Eunice mostrava para a jovem Elenice foi crescendo. “E um dos ensinamentos que me deixou assim maravilhada e que eu sigo até hoje é utilizar de fatos ocorridos e transformar aquele fato, digamos, numa aula, num texto, não improvisado, mas uma aula com a vivência dos alunos”, reforçou, dizendo ainda que a escola em que a mãe trabalhava era uma escola rural e em frente a uma fazenda. “E eu lembro que uma das vezes que eu fui com ela, eu estava brincando na área da escola. Uma vaca se soltou e essa vaca foi parar no quintal da escola que não era cercado e foi um alvoroço danado, foi aquela gritaria, aquela correria para proteger as crianças. Na semana seguinte, foi feita uma produção de texto com base nesse ocorrido. Minha mãe contava cada história linda, que eu queria estudar”, disse.

Desafios no mundo moderno

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Ao ser questionada sobre o maior desafio que o professor passa hoje em dia, Elenice foi enfática: “Um dos maiores desafios hoje é a falta de valorização por parte dos pais, principalmente quando os pais querem que façamos a educação que eles deveriam fazer em casa, principalmente com a influência da internet, da tecnologia”, reflete.

Segundo pesquisa feita em 2019 pelo Comitê Gestor da Internet do Brasil, 89% da população de 9 a 17 anos está conectada. Os números são alarmantes, e as meninas são as mais impactadas por conteúdos prejudiciais: 31% foram tratadas de forma ofensiva, 27% acabaram expostas à violência e 21% acessaram materiais sobre estratégias para ficar muito magra. Os dados foram divulgados em matéria publicada na BBC.

Elenice concorda, já que a criança, atualmente, já tem um celular desde cedo, com jogos. “E quando o pai quer que a criança fique quieta, dá a ela esse entretenimento, o celular com o jogo, com isso e aquilo. E nós, enquanto professores, não temos como fazer isso”, diz. “A influência digital, o excesso de telas, atrapalha muito nosso trabalho e, com certeza, o aprendizado da criança”.

Educação no sangue: família segue tradição e conta com três gerações de professores
Foto: cedida

Relação aluno e professor

Atualmente, Elenice atua como mediadora, que auxilia crianças neurodivergentes, mas o aprendizado sempre existe. Segundo a mestre, a relação entre professor e aluno evoluiu com a tecnologia a partir do momento em que estreitou os laços. “A relação da rotina escolar acaba saindo da escola. Além disso, há a questão de que o professor não é mais apenas o transmissor de conhecimento para o aluno: o professor também aprende com o aluno”, afirma.

Ao final, Elenice diz ficar grata quando ensina e, também, quando aprende. “O professor nunca é o sabedor de tudo. A gente está sempre aprendendo com os nossos alunos, sempre. Eu dou sempre essa oportunidade aos meus alunos também de participarem e também ensinar aquilo que eles têm a ensinar para nós”, finaliza.

Não apenas à Elenice, à Dona Eunice, ao Wellington, o jornal A GAZETA parabeniza a todos aqueles que estiveram ao nosso lado na fase de aprendizado. Aos mestres, com carinho, muito obrigado.

 

 

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