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Acre registra 660 casos de leptospirose em quatro anos, com maior incidência no período chuvoso

Acre registra 660 casos de leptospirose em quatro anos, com maior incidência no período chuvoso

Foto: Ilustração

Um boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) revela um cenário preocupante sobre a leptospirose no estado: entre 2020 e 2024, foram registrados 660 casos confirmados da doença, com picos anuais durante o período de chuvas intensas, conhecido como “inverno amazônico”.

Os municípios de Cruzeiro do Sul e Rio Branco concentram os maiores números de notificações, com 288 e 268 casos, respectivamente.

Entre 2020 e 2024, Acrelândia registrou 6 casos; Brasiléia, 5; Bujari, 2; Feijó, 20; Jordão, 1; Mâncio Lima, 18; Marechal Thaumaturgo, 13; Plácido de Castro, 1; Porto Walter, 10; Rodrigues Alves, 9; Santa Rosa do Purus, 1; Sena Madureira, 4; Tarauacá, 7; e, Xapuri, 7.

Os dados mostram que os casos de leptospirose estão diretamente ligados às chuvas e enchentes, com maior incidência entre janeiro e maio. Em 2023, houve um aumento expressivo, atribuído ao trabalho intensivo da vigilância epidemiológica. Situações de risco, como sinais de roedores (58,85%), criação de animais (49,44%) e contato com terrenos baldios (38,86%), foram os principais fatores associados às infecções.

A doença tem atingido principalmente homens (69%) na faixa etária de 35 a 49 anos, residentes em áreas urbanas. Os sintomas mais frequentes incluem febre (88%), cefaleia (84%) e mialgia (82%), característicos da fase precoce da infecção. Apesar da baixa letalidade (0,78%), cinco óbitos foram registrados no período, com alerta para o biênio 2022-2023.

A Sesacre aproveitou a oportunidade para reforçar a importância de ações preventivas, veja:

Além disso, a população, além de buscar atendimento médico imediato em caso de sintomas e a notificar suspeitas às autoridades de saúde, é orientada também a evitar exposição prolongada à água, principalmente em caso de enchente. Para isso, é preciso proteger os pés do contato, usando botas e luvas ao realizar limpeza dos ambientes.

É importante salientar que a limpeza do ambiente sujo com água de enchente deve ser realizada com hipoclorito de sódio a 2,5% (2 xícaras de chá,400 ml, para cada 20 litros de água).

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