A bebê Cristina Maria, de aproximadamente três meses, foi registrada como desaparecida após o assassinato de sua mãe, ocorrido na segunda-feira da semana passada, dia 24 de março. Ela é a segunda criança acreana a ser inserida no sistema Amber Alert, conforme informações do delegado de Polícia Civil Nilton Boscaro. O alerta, que tem como objetivo agilizar a localização de crianças desaparecidas, foi ativado em busca de pistas sobre o paradeiro da criança.
Yara Paulino da Silva, de 27 anos, foi morta a golpes de ripa e de machado após boatos de que teria matado a própria filha, de 3 meses, e ter jogado em uma área de mata na quadra 5E, na rua Balão Barros no Conjunto Habitacional Cidade do Povo. A Polícia Civil do Acre (PCAC), confirmou, ainda na noite do assassinato de Yara, que a ossada encontrada no conjunto habitacional Cidade do Povo, em Rio Branco, não pertence a um ser humano, mas sim a um animal, possivelmente um cachorro.
O delegado destacou que o primeiro caso com o Amber Alert no Acre foi o de outra criança, que foi encontrada após o alerta ser emitido. “Graças a Deus, a primeira criança que esteve no Amber Alert foi encontrada”, afirmou Boscaro. Ele também explicou que o Departamento de Inteligência da Polícia Civil é o ponto focal do Amber Alert no Acre, destacando a importância da colaboração entre as autoridades e a população.
O que é o Amber Alert?
O Amber Alert é um sistema de alerta criado nos Estados Unidos, que foi adotado por diversos países, incluindo o Brasil. O programa tem como principal objetivo divulgar rapidamente informações sobre o desaparecimento de crianças em situação de risco, como sequestros, rapto ou outras circunstâncias que envolvem perigo iminente à vida da criança.
No Brasil, o Amber Alert foi implementado em agosto de 2023, com a adesão de estados como Ceará, Minas Gerais e Distrito Federal, além do Acre. O sistema ativa um comunicado urgente que é publicado nas plataformas de mídia social da Meta, como Facebook e Instagram, alertando sobre o desaparecimento e fornecendo detalhes da criança e de possíveis suspeitos envolvidos.
Para que o alerta seja emitido, alguns requisitos precisam ser atendidos, incluindo a confirmação de que a criança está em risco de morte ou lesão corporal grave, que o desaparecimento seja recente e involuntário, e que haja autorização dos pais para a inclusão da criança no sistema.
A história de Amber Hagerman
O nome “Amber” no Amber Alert tem origem em Amber Hagerman, uma menina de 9 anos de Arlington, Texas, que foi sequestrada e assassinada em 1996. O caso gerou grande repercussão e, em sua memória, foi criado o sistema Amber Alert, como uma forma de evitar que outros crimes semelhantes acontecessem.
Amber foi vista pela última vez brincando com seu irmão no estacionamento de um supermercado, onde foi raptada por um homem em uma picape escura. Seu corpo foi encontrado dias depois em um riacho, e o caso segue sem solução até hoje.
Após a morte de Amber, seus pais criaram a organização People Against Sex Offenders (na tradução literal: povo contra abusadores sexuais), com o objetivo de lutar por leis mais severas contra criminosos sexuais. Além disso, o caso levou à criação do registro nacional de criminosos sexuais e ao desenvolvimento do Amber Alert, que começou a ser utilizado em 1996. Em 1998, o sistema foi automatizado, permitindo uma divulgação ainda mais rápida dos alertas em rádios, televisões e outros meios de comunicação.
Cristina Maria
Cristina Maria segue, até o momento, desaparecida. Ela é branca, tem olhos castanhos e cabelos lisos e também castanhos. Foi vista pela última vez no sábado, dia 15 de março, às 16 horas. O último local do avistamento foi na Quadra 5f, Casa 01, no Conjunto Habitacional Cidade do Povo.
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