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Três indígenas foram assassinados no Acre em 2024, diz relatório; relembre os casos

Três indígenas foram assassinados no Acre em 2024, diz relatório; relembre os casos

Foto: Agência Brasil

Relatório do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) aponta que, em 2024, três indígenas foram assassinados no Acre. Duas das vítimas eram homens e a outra, mulher.

O primeiro caso ocorreu em abril, no município de Feijó, em um acampamento às margens do Rio Envira, envolvendo um membro do povo Kulina. Zeza, que tinha 38 anos, foi encontrada morta em uma barraca.

Segundo a polícia, ela foi assassinada a pauladas após discussão com o marido. As investigações revelam que os dois estavam ingerindo bebidas alcoólicas quando começaram a discutir. Ele é o principal suspeito do crime.

“A mulher sofreu vários golpes no rosto e também na parte de trás da cabeça, o que causou um traumatismo craniano”, diz o relatório do Cimi.

O outro episódio relatado pela instituição aconteceu em agosto, também em Feijó, tendo como vítima uma liderança do povo Ashaninka, identificado como Gerson Kenhare.

Segundo informações, ele foi morto por integrantes de facção criminosa, que teriam sido acionados após o indígena não quitar uma dívida de R$ 50 de consumo de refresco em uma barraca.

O último caso foi em outubro, no Centro de Tarauacá, envolvendo Ângelo Paulo Mateus, de 31 anos, do povo Huni Kuin. Ele foi morto após facadas.

O indígena ainda chegou a ser atendido no hospital da cidade, mas não resistiu aos ferimentos. O suposto autor foi preso no dia seguinte.

Outras violências

O relatório do Cimi também cita outras violências praticadas contra indígenas no Acre. Ameaça de morte, violência sexual, lesão corporal e tentativa de assassinato tiveram um episódio, cada. Já ameaças várias, como doutrinação cristã, armadilha, intimidação, estelionato e xingamentos, somam quatro casos.

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