A personal trainer Rafaela Caldeira dos Reis, 33 anos, descobriu que constava como pessoa desaparecida havia 15 anos em Belo Horizonte. A mineira teve a descoberta inusitada ao tentar tirar o Registro Geral (RG) do filho de 16 anos.
Ela relatou que policiais nunca foram até a casa dela ou dos pais para procurá-la. “Fizeram um boletim de ocorrência como se eu fosse uma pessoa desaparecida e eu desapareci para a Polícia Civil. Eu não tinha conhecimento desse boletim de ocorrência”, contou Rafaela.
“Fui viver minha vida. Passei por uns três empregos, viajei para Curitiba e morei lá um tempo. O tempo que morei em Curitiba tive minha bolsa com meus documentos furtada. Eu perdi meus documentos de Minas. Fui em uma delegacia e fiz o boletim de ocorrência”, acrescenta a personal.
Segundo ela, o boletim sobre o furto foi registrado e ela fez a segunda via dos documentos com a numeração do Paraná. “Se a pessoa está desaparecida, a polícia tem que ir atrás dela. Então, se eu estou desaparecida e fiz alguma coisa importante deveria constar no sistema da polícia”, cita Rafaela. O relato da personal foi publicado no início de janeiro, mas viralizou recentemente.
Em nota enviada ao Correio, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o registro de localização de pessoa não pode ser lavrado unilateralmente pela instituição e deve ser realizado pela família ou pela própria localizada, para a conclusão da investigação, fato que é informado no momento do registro da ocorrência de desaparecimento. O registro pode ser feito em uma unidade da Polícia Civil ou da Polícia Militar mais próxima.
Ainda segundo a Polícia Civil, se o registro de localização não for feito, o desaparecimento continua vigente nos sistemas policiais, o que pode gerar constrangimentos e impedimentos, como eventual abordagem policial e negativa ao solicitar segunda via de documento.
Veja a nota da Polícia Civil de Minas Gerais na íntegra:
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que o registro de localização de pessoa não pode ser lavrado unilateralmente pela instituição e deve ser realizado pela família ou pela própria localizada, para a finalização da investigação, fato que é informado no momento do registro da ocorrência de desaparecimento. O registro pode ser feito em uma unidade da Polícia Civil ou da Polícia Militar mais próxima.
A PCMG reforça que se o registro de localização não for feito, o desaparecimento continua vigente nos sistemas policiais, o que pode gerar constrangimentos e impedimentos, como eventual abordagem policial e negativa ao solicitar segunda via de documento.
Em 2025, 4.245 pessoas foram localizadas conforme registros do Sistema Integrado de Segurança Pública de Minas Gerais. Neste ano, houve aumento de 26,4% nos registros de localização de pessoas em relação ao ano passado.
A Polícia Civil de Minas Gerais ainda reforça que tem como uma de suas missões a investigação e conclusão célere de casos de desaparecimento, e informa à população que tanto a Divisão de Referência à Pessoa Desaparecida, na capital, quanto as delegacias de área em todo o estado estão habilitadas a registrar e investigar casos desta natureza.
Sobre o caso em questão, informamos que a ocorrência sobre o desaparecimento foi feito por familiar da Rafaela Caldeira dos Reis, em 2010. Pelo histórico, não havia indícios de crime. O Registro de Evento de Defesa Social (Reds) de localização da pessoa mencionada foi feito somente em janeiro, deste ano.
Por: Correio Braziliense