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Mulher descobre que constava como desaparecida ao tentar tirar RG do filho

Mulher descobre que constava como desaparecida ao tentar tirar RG do filho

Rafaela Caldeira dos Reis descobriu que constava como pessoa desaparecida havia 15 anos em Belo Horizonte - (crédito: Reprodução/Instagram/@rafareis.ss)

A personal trainer Rafaela Caldeira dos Reis, 33 anos, descobriu que constava como pessoa desaparecida havia 15 anos em Belo Horizonte. A mineira teve a descoberta inusitada ao tentar tirar o Registro Geral (RG) do filho de 16 anos.

Ela relatou que policiais nunca foram até a casa dela ou dos pais para procurá-la. “Fizeram um boletim de ocorrência como se eu fosse uma pessoa desaparecida e eu desapareci para a Polícia Civil. Eu não tinha conhecimento desse boletim de ocorrência”, contou Rafaela.

“Fui viver minha vida. Passei por uns três empregos, viajei para Curitiba e morei lá um tempo. O tempo que morei em Curitiba tive minha bolsa com meus documentos furtada. Eu perdi meus documentos de Minas. Fui em uma delegacia e fiz o boletim de ocorrência”, acrescenta a personal.

Segundo ela, o boletim sobre o furto foi registrado e ela fez a segunda via dos documentos com a numeração do Paraná. “Se a pessoa está desaparecida, a polícia tem que ir atrás dela. Então, se eu estou desaparecida e fiz alguma coisa importante deveria constar no sistema da polícia”, cita Rafaela. O relato da personal foi publicado no início de janeiro, mas viralizou recentemente.

Em nota enviada ao Correio, a Polícia Civil de Minas Gerais informou que o registro de localização de pessoa não pode ser lavrado unilateralmente pela instituição e deve ser realizado pela família ou pela própria localizada, para a conclusão da investigação, fato que é informado no momento do registro da ocorrência de desaparecimento. O registro pode ser feito em uma unidade da Polícia Civil ou da Polícia Militar mais próxima.

Ainda segundo a Polícia Civil, se o registro de localização não for feito, o desaparecimento continua vigente nos sistemas policiais, o que pode gerar constrangimentos e impedimentos, como eventual abordagem policial e negativa ao solicitar segunda via de documento.

Veja a nota da Polícia Civil de Minas Gerais na íntegra:

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informa que o registro de localização de pessoa não pode ser lavrado unilateralmente pela instituição e deve ser realizado pela família ou pela própria localizada, para a finalização da investigação, fato que é informado no momento do registro da ocorrência de desaparecimento. O registro pode ser feito em uma unidade da Polícia Civil ou da Polícia Militar mais próxima.

A PCMG reforça que se o registro de localização não for feito, o desaparecimento continua vigente nos sistemas policiais, o que pode gerar constrangimentos e impedimentos, como eventual abordagem policial e negativa ao solicitar segunda via de documento.

Em 2025, 4.245 pessoas foram localizadas conforme registros do Sistema Integrado de Segurança Pública de Minas Gerais. Neste ano, houve aumento de 26,4% nos registros de localização de pessoas em relação ao ano passado.

A Polícia Civil de Minas Gerais ainda reforça que tem como uma de suas missões a investigação e conclusão célere de casos de desaparecimento, e informa à população que tanto a Divisão de Referência à Pessoa Desaparecida, na capital, quanto as delegacias de área em todo o estado estão habilitadas a registrar e investigar casos desta natureza.

Sobre o caso em questão, informamos que a ocorrência sobre o desaparecimento foi feito por familiar da Rafaela Caldeira dos Reis, em 2010. Pelo histórico, não havia indícios de crime. O Registro de Evento de Defesa Social (Reds) de localização da pessoa mencionada foi feito somente em janeiro, deste ano.

Por: Correio Braziliense

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