Durante evento da Cooperacre com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira, 8, em Rio Branco, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, fez um discurso recheado de números, mas também de provocações.
Ao destacar as propriedades nutricionais da castanha-do-brasil, ele ironizou os Estados Unidos e o presidente Donald Trump, que impôs tarifa sobre produtos brasileiros. “Já foi comprovado que a castanha tem selênio, e o selênio dá inteligência. O povo americano precisa comer castanha, porque se comesse mais castanha não tinha uma vida tão atrasada como essa”, afirmou.
“Maior programa de florestamento”
Teixeira destacou ainda os investimentos do governo federal no Acre e comparou os números com a gestão anterior. Segundo ele, o atual governo já investiu R$ 37 milhões em 2.951 contratos voltados à agricultura familiar, frente aos R$ 15 milhões executados pela gestão passada.
Na área de regularização fundiária, Teixeira afirmou que o presidente Lula já entregou mais títulos definitivos do que todo o governo anterior. “Vamos terminar com 2.500 títulos. Eles, com 400. E em terras urbanas, 10 mil famílias estão sendo beneficiadas agora, enquanto no governo passado nenhum metro quadrado foi doado aqui”, afirmou.
O ministro também anunciou um pacote de R$ 250 milhões destinados à implantação de florestas produtivas na região Norte. Do total, R$ 50 milhões vêm do orçamento do MDA, R$ 150 milhões do BNDES e R$ 50 milhões da Caixa Econômica Federal. Segundo ele, o programa será o maior já executado com foco em produção sustentável de espécies como açaí, castanha, cacau, andiroba e dendê.
“A ideia é garantir que a mulher e o homem da floresta possam ter prosperidade vendendo esses produtos para o Brasil e para o mundo”, declarou.
O ministro também exaltou o novo Plano Safra da Agricultura Familiar, lançado pelo presidente Lula, como “o maior da história”. Ele destacou que, com apoio do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte (FNO), agricultores poderão acessar crédito com juros reduzidos: de 4% para produção convencional, 3% para agroecológicos, 2% para compra de máquinas e até 0,5% para microcrédito.