Estudantes da rede municipal de ensino de Rio Branco vão começar a ter uma nova experiência nas escolas: mais tempo de aula, com atividades que vão além das matérias tradicionais. Isto porque a Prefeitura de Rio Branco aprovou a nova Política de Educação Integral em Tempo Integral, que propõe aumentar a jornada escolar diária e transformar o ambiente escolar em um espaço mais completo, acolhedor e conectado com a realidade dos alunos. As informações são do Diário Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira, 29.
A proposta foi oficializada por meio de decreto, e contou com a aprovação do Conselho Municipal de Educação. A ideia é que crianças e adolescentes permaneçam pelo menos sete horas por dia ou 35 horas semanais na escola, participando de um currículo ampliado que inclua, além das disciplinas obrigatórias, atividades culturais, esportivas, sociais e ambientais.
Além disso, a medida reforça o direito à educação como parte essencial da formação cidadã e se alinha às metas do Plano Nacional de Educação (PNE) e do Plano Municipal de Educação (PME), que preveem, até 2024, a oferta de tempo integral em ao menos 50% das escolas públicas para 25% dos alunos da educação básica.
O novo modelo busca, ainda, romper com a lógica de contraturno, em que os alunos apenas “passam” pela escola por quatro horas e saem sem uma formação mais ampla. Segundo o documento, a ampliação do tempo de permanência vai possibilitar experiências mais ricas, que valorizem também o desenvolvimento emocional, físico, artístico e o olhar para temas como diversidade e meio ambiente.
O programa pretende priorizar estudantes em maior vulnerabilidade socioeconômica, com base em indicadores como rendimento escolar, pertencimento a grupos étnico-raciais diversos e participação em programas sociais. O documento também prevê a valorização da diversidade e inclusão de alunos com deficiência, transtornos do desenvolvimento e altas habilidades.
Outro ponto central da política é a integração com o território. A ideia é que a escola utilize espaços da comunidade — como centros culturais, instituições públicas e espaços esportivos — como extensão do aprendizado, promovendo maior conexão entre escola e sociedade.