O deputado estadual Adailton Cruz (PSB), que representa, na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), os servidores da Saúde, afirmou, nesta quarta-feira, 6, À GAZETA, que os trabalhadores reagirão diante de uma possível falta de brecha fiscal para a implementação do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR).
Na manhã de terça, 5, as categorias fizeram uma paralisação de advertência para pressionar o governo a agilizar a apreciação do documento, para que este seja votado em tempo hábil no parlamento estadual.
A proposta da Sesacre é que o projeto do PCCR passe por três secretarias, com pareceres a serem apresentados em 30 de julho, 30 de agosto e 30 de setembro. Os trabalhadores, no entanto, não concordam com os prazos.
“Os servidores estão muito insatisfeitos com relação ao nosso plano. E é óbvio que se esses prazos não forem cumpridos e se a gente não tiver brecha fiscal, eles vão cobrar uma resposta do governo”, disse Adailton.
Além do PCCR, os trabalhadores da Saúde cobram reajuste salarial de 20% – calculado com base nas perdas inflacionárias desde 2019 – e ampliação dos auxílios alimentação e saúde para R$ 1 mil, cada.
Para o deputado, as categorias “conseguem manter a estabilidade” nas negociações se o governo garantir pelo menos o aumento dos auxílios até que se tenha brecha fiscal para implementar o PCCR e o reajuste.
“Do contrário, certamente haverá encaminhamento para a deflagração de greve, o que é ruim para o trabalhador, para o sindicato e para a população. Eu espero que na próxima semana a gente tenha boas informações”.
O parlamentar informou também que na semana que vem haverá reunião entre sindicados e equipe do governo para acompanhamento de ajustes de equívocos em tabelas salariais de nível superior no PCCR. A expectativa é que sejam abordados ainda os impactos financeiros e previdenciários do plano aos cofres públicos.
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