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Estudo investiga epidemia de dor de cabeça na população mundial

Cerca de 2,9 bilhões de pessoas no mundo sofrem com dores de cabeça, registra estudo global. As cefaleias são a sexta maior causa de anos vividos com incapacidade no planeta. Mulheres sofrem mais com enxaqueca.

A Gazeta do Acre por A Gazeta do Acre
23/11/2025 - 12:30
crédito: Reprodução/PxHere

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Quase quatro em cada 10 pessoas sofrem de dores de cabeça — especialmente enxaqueca —, um cenário global sem avanços desde a década de 1990, segundo o maior estudo já realizado sobre o tema. Segundo a análise Global Burden of Disease, publicada na The Lancet Neurology, 2,9 bilhões tiveram o problema em 2023, ano de referência do estudo liderado pela Universidade Norueguesa de Ciência e Tecnologia (quando a população mundial estimada era de 8 bilhões).

“A carga global atribuída às dores de cabeça permanece uma preocupação substancial de saúde, como a sexta maior causa de anos vividos com incapacidade (YLDs) no planeta”, alerta Andreas Kattem Husoy, principal autor da pesquisa, que atualiza mais de três décadas de dados mundiais. Pela primeira vez, o levantamento adiciona estimativas mais detalhadas sobre o tempo que os pacientes passam sintomáticos, com diferenças por idade e sexo.

A prevalência dos três principais tipos de dor — enxaqueca, cefaleia do tipo tensional e cefaleia por uso excessivo de medicação — permaneceu praticamente estável no período avaliado, sendo que a incapacidade gerada pela enxaqueca continua elevada, particularmente entre mulheres. “Ao analisarmos dados de mais de 41 mil pessoas de 18 países, observamos que as mulheres não apenas têm mais enxaqueca, mas passam muito mais tempo do ano sintomáticas do que os homens”, afirma Husoy.

De acordo com o estudo, mulheres chegam a passar 12,7% de todo o ano com dor de cabeça em casos de enxaqueca. Já os homens ficam em torno de 8,6% do tempo com o diagnóstico.

Em 2023, a prevalência global padronizada por idade para todos os tipos de cefaleia foi de 34,6%. A tensional, mais comum e de sintomas mais leves, atingiu quase um quarto da população mundial (24,9%). A enxaqueca, por sua vez, afetou 14,1% das pessoas, mas respondeu por 90% de toda a incapacidade gerada por dores de cabeça, devido à severidade e à duração dos episódios. No Brasil, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 32 milhões sofram dessa forma da doença.

Remédios

Uma das conclusões apontadas como mais alarmantes pelos autores do artigo da The Lancet Neurology refere-se à cefaleia por uso excessivo de medicamentos, muitas vezes ignorada pelos pacientes e até por profissionais de saúde. Esse tipo de dor ocorre quando remédios de uso agudo — analgésicos comuns, anti-inflamatórios, triptanos — são consumidos com muita frequência, levando ao agravamento das crises.

“Analgésicos não tratam a doença de forma efetiva, e, quanto mais remédios você toma, menos eles funcionam e mais dor você sente”, explica o neurologista Thiago de Paula, de São Paulo. Segundo o estudo, mais de 20% de toda a carga global de incapacidade atribuída às cefaleias está associada ao excesso de medicamentos, que transforma dores primárias mais controláveis em quadros crônicos e debilitantes. “Mais de 20% do fardo poderia ser mitigado ou completamente evitado se uma minoria dos pacientes não fizesse uso excessivo de medicamentos”, alerta o trabalho. Os autores destacam que a prática é comum no mundo inteiro.

O estudo também revela que, apesar de representar apenas cerca de 6% da prevalência de enxaqueca, a cefaleia por abuso de medicamentos responde por 22,6% do YLD em homens e 14,1% em mulheres. No caso da tensional, o impacto é mais extremo: cerca de 58% da incapacidade está associada ao uso excessivo de remédios.

Mulheres

Há muito se sabe que a enxaqueca é mais prevalente em adultas jovens, principalmente devido a flutuações hormonais ao longo da vida. O novo estudo também mostra que o tempo gasto com sintomas é mais alto entre pessoas do sexo feminino. Os dados revelam que mulheres com enxaqueca passam em média 9,3% a quase 13% de todo o ano com dor contínua. Nos homens, o percentual varia entre 6,3% e 8,6%.

Os pesquisadores defendem que a chave para reduzir a carga global das cefaleias é a criação de serviços estruturados de atendimento, integrados à atenção primária, combinados com estratégias educativas que orientem o uso correto de medicamentos agudos e ampliem o acesso a terapias preventivas.

“Tratamentos eficazes existem, mas não chegam à maior parte das pessoas que poderiam se beneficiar”, afirma a equipe. Segundo o artigo, há “uma oportunidade forte de prevenção” ao orientar profissionais e pacientes sobre o risco do uso excessivo de analgésicos e ao ampliar políticas de manejo adequado da dor de cabeça.

Por: Correio Braziliense

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