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Suspeito de matar funcionárias no Cefet alegou sofrer assédio moral no trabalho em processo na Justiça

João Antônio Miranda Tello Ramos Gonçalves era colega das vítimas. Baleadas na cabeça, a professora Allane de Souza e a psicóloga Layse Costa chegaram a ser socorridas, mas não resistiram.

A Gazeta do Acre por A Gazeta do Acre
30/11/2025 - 11:30
Foto: Felipe Grinberg/Extra

Foto: Felipe Grinberg/Extra

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Suspeito de ter assassinado duas colegas de trabalho no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) e depois se matado, João Antônio Miranda Tello Ramos Gonçalves entrou há quatro meses com uma ação judicial contra a União pedindo indenização por assédio moral no trabalho. Na última terça-feira, a Justiça Federal encerrou o processo sem julgar o mérito por entender que o Cefet tem autonomia administrativa e a União não deveria fazer parte da ação.

Segundo a decisão, João Antônio disse ser servidor desde 2014 e há três anos foi transferido de setor contra sua vontade. Ele alegou que no novo setor “passou a ser vítima de retaliação administrativa, por meio do esvaziamento de suas atribuições, exclusão de espaços de decisão e isolamento progressivo no ambiente de trabalho, situação que culminou no comprometimento de sua saúde mental”.

O homem ainda foi suspenso cautelarmente por 120 dias de suas funções e, ao voltar ao posto, foi enviado para um terceiro departamento.

“Laudos e atestados médicos incontestáveis que indicam o agravamento de seu quadro de saúde em decorrência direta do ambiente laboral ao qual está atualmente submetido, sendo seu retorno à DIREN (Diretoria de Ensino) ou sua remoção para a DIAPE/DEMET (Divisão de Apoio Pedagógico) não apenas medida recomendável, mas necessária e urgente para evitar o comprometimento irreversível de sua saúde mental”, alegou a defesa do homem na ação.

Quem eram as vítimas

 

Duas funcionárias do Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet) Celso Suckow da Fonseca, no Maracanã, na Zona Norte do Rio, nesta sexta-feira (28), morreram após terem sido baleadas na cabeça por um colega, que depois do ataque se matou no local. A professora Allane de Souza Pedrotti Matos e a psicóloga Layse Costa Pinheiro chegaram a ser levadas para o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, mas não resistiram.

Allane, doutora em Letras e cantora

 

Allane de Souza Pedrotti Matos — Foto: Reprodução

Allane de Souza Pedrotti Matos — Foto: Reprodução

Allane de Souza Pedrotti Matos era doutora em Letras pela PUC-RJ, com pesquisa na área de Linguística Aplicada, concluída em 2020. Parte do seu doutoramento foi na Dinamarca, na University of Copenhagen, onde desenvolveu pesquisa e ministrou disciplina para a graduação como professora convidada. A experiência foi financiada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Formada em Pedagogia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em 2006, ela se especializou em Psicomotricidade, pela Universidade Cândido Mendes, em 2008. Já o mestrado, em Sistemas de Gestão, foi feito na Universidade Federal Fluminense (UFF).

Atualmente, trabalhava como coordenadora da equipe pedagógica e acadêmica da Direção de Ensino do CEFET/RJ na Coordenação de Educação Profissional e Tecnológica de Ensino Médio, atuando com assessoria pedagógica e acadêmica. Era também presidente da comissão geral de Permanência e Êxito e integrou, coordenou todas as comissões de estudo e implantação do Ensino Profissional Técnico de Nível Médio (EPTNM) na unidade Maracanã e demais comissões gestoras, além de ter sido membro da Comissão de Heteroidentificação (CHET).

Fora do universo acadêmico, Allane tinha uma vida ativa na música. Era cantora, compositora e pandeirista. Integrava o Grupo Quilombo Urbano, que surgiu no Renascença Clube, no Andaraí. Nas redes sociais, a também artista costumava compartilhar vídeos em cima do palco. Sua última públicação, nos Stories do Instagram, foi na manhã desta sexta-feira: “Uma ótima sexta, com essa poesia”, escreveu, sobre um vídeo em que cantava “Queixa”, de Caetano Veloso.

Layse, 1º lugar em concurso, apaixonada por música e dança

 

Layse Costa Pinheiro — Foto: Reprodução

Layse Costa Pinheiro — Foto: Reprodução

Servidora pública federal do Cefet-RJ, Layse Costa Pinheiro foi a primeira colocada no concurso prestado em 2014 para o cargo de psicóloga

Ela teve atuação na área de Gestão de Pessoas entre 2014 e 2017 e no ramo de Psicologia Escolar a partir de novembro de 2017.

Graduada em Psicologia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 2013, ela especializou-se em Gestão de Pessoas pela Faculdade Internacional Signorelli, concluindo o curso em 2019.

A profissional tinha mestrado incompleto (interrompido em Dezembro de 2017) no Programa de Pós-graduação em Psicologia Social da UERJ, sendo a primeira colocada na seleção de 2016.

Em suas redes sociais, ela se definia como “apaixonada por música e dança de salão”.

Quem é o funcionário do Cefet que atirou contra as colegas

 

O ataque a tiros aconteceu dentro da unidade do Cefet do Maracanã nesta sexta (28). O Corpo de Bombeiros foi acionado às 15h50. De acordo com relatos, o funcionário João Antônio Miranda Tello Ramos chegou à unidade pela manhã e cumprimentou todos normalmente. À tarde, ele entrou na direção e efetuou os disparos, acertando as duas mulheres, que trabalhavam na Diretoria de Ensino.

Em seguida, o autor dos disparos tirou a própria vida e foi encontrado morto. As aulas do turno da noite foram canceladas.

Homem que matou duas mulheres no CEFET, no Maracanã, Rio de Janeiro — Foto: Reprodução
Homem que matou duas mulheres no CEFET, no Maracanã, Rio de Janeiro — Foto: Reprodução

A Polícia Militar informa que, de acordo com o comando do 6º BPM (Tijuca), policiais militares foram acionados, na tarde desta sexta-feira, após registro de disparos de arma de fogo no interior de uma unidade de ensino, no Maracanã.

No local, os agentes encontraram duas mulheres feridas, que foram atendidas pelo Corpo de Bombeiros e encaminhadas a uma unidade hospitalar. Allane e Layse não resistiram aos ferimentos.

As equipes realizaram buscas nas dependências da instituição e localizaram o corpo de um homem, que seria o suspeito de realizar os disparos, acrescenta a PM.

Aluno do Cefet Jonatam Araújo, de 19 anos, conta que ouviu quatro disparos durante a aula. Uma funcionária correu para avisar que alguém armado estava na instituição.

— Um policial veio em seguida e mandou todos ficarem onde estavam. Depois de os agentes revistarem, eles pediram que saíssemos. Ainda vi o socorro a uma baleada — relata.

A aluna Maria Beatriz Albuquerque, de 18 anos, diz que estava no pátio no momento dos disparos. Ela afirma que primeiro achou que fosse uma obra na instituição e só percebeu o perigo quando viu um amigo correndo dizendo que eram tiros.

— Achei até que era um trote. Mas vimos depois funcionários pedindo para chamar uma ambulância para socorrer uma pessoa que estava baleada. Nunca imaginei que isso iria acontecer aqui. Foi muita correria — narra.

Aluna de Filosofia da UFRJ, Adrynni emannuele, de 26 anos, estagia há 6 meses no Cefet. Ela conta que havia acabado de passar pela roleta quando viu a correria de alunos e funcionários:

— Me escondi na cantina até os policiais dizerem que era seguro sair.

Mariah Emanoela Da silva, de 18 anos, conta que a escola estava cheia no momento dos disparos. Os alunos do 3° ano estavam realizando uma confraternização de fim de ano. Ela relata o clima de pânico instaurado no colégio:

— Os funcionários passaram pedindo para ligarmos para polícia e Samu. Todo mundo começou a ficar desesperado, mas sem entender o que fazer. Alguns mandaram a gente sair e começou a correria. A sorte que conseguimos nos organizar na saída com as catracas e ninguém se feriu — conta a estudante.

O professor de física Hilário Rodrigues dava aula para cerca de 25 alunos quando dois estudantes o alertaram de um possível tiroteio. Sem saber se era verdade ou não, ele avisou a uma colega na sala ao lado e decidiu não deixar nenhum dos alunos sair.

— Estávamos no 3º andar e o ocorrido foi no 1º. Pouco depois, dois policiais pediram para continuarmos nas salas e, só depois, outro grupo de PMs mandou a gente sair. Não tivemos treinamento de saída para um caso desses ou incêndio. Fizemos no instinto de proteção — conta.

Por Extra

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