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Enxaqueca: como a alimentação pode aliviar crises e controlar dores

Enxaqueca: como a alimentação pode aliviar crises e controlar dores

Foto: Viktor Cvetkovic/Getty Images

A alimentação pode ajudar no controle da enxaqueca, mas não substitui o tratamento médico. “A doença é genética, com cerca de 180 loci [locais específicos no genoma] que predispõem à enxaqueca, mas fatores hormonais e ambientais também interferem. Estresse, sono irregular e excesso de estímulos tornam as crises mais frequentes e intensas”, explica o neurologista Tiago de Paula.

Alguns alimentos funcionam como gatilhos, outros como cronificadores. “O vinho, por exemplo, é um gatilho. Já café e chocolate são cronificadores: estimulam o cérebro e, em excesso, podem provocar dores de cabeça ou crises de rebote”, detalha Tiago.

A nutróloga Marcella Garcez complementa: “Algumas pessoas são sensíveis à cafeína e mesmo pequenas doses podem desencadear dores. Quem toma café diariamente pode sentir cefaleia se deixar de tomar por um dia”.

Getty ImagesEnxaqueca
Em alguns casos, pessoas com enxaqueca apresentam aura, que são sintomas neurológicos transitórios, como visão embaçada ou luzes brilhantes antes da dor começar

Dicas para aliviar crises de enxaqueca

Para aliviar crises, os especialistas indicam alimentos ricos em selênio e magnésio, como castanha-do-pará, vegetais verde-escuros, grão de bico, atum e canela. “Evitar fast-food, frituras, comidas gordurosas, bebidas alcoólicas e estimulantes é fundamental. Chás relaxantes, como camomila, hortelã e erva-cidreira, também ajudam”, diz Marcella.

O manejo alimentar funciona melhor aliado ao tratamento clínico. “Além de ajustes na dieta e no estilo de vida, usamos terapias com evidência científica, como toxina botulínica e medicamentos Anti-CGRP. Em casos crônicos, a combinação dessas abordagens é mais eficaz”, explica o neurologista.

“A avaliação individual é essencial para identificar gatilhos e cronificadores, definindo o melhor plano de tratamento para cada paciente e garantindo maior controle das crises”, finaliza a nutróloga.

Por Metrópoles
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