O Acre encerrou outubro ainda com 100% do território sob seca, mas o quadro mostrou novo alívio em relação ao mês anterior, conforme atualização do Monitor de Secas. O estado, que já havia registrado melhora em setembro, voltou a apresentar redução na severidade do fenômeno, com o desaparecimento de uma área de seca grave no leste acreano.
Apesar disso, a estiagem continua firme: o Acre figura entre as oito unidades da federação totalmente afetadas, ao lado de Goiás, São Paulo, Minas Gerais, Piauí, Distrito Federal, Tocantins e Ceará. No ranking de extensão territorial atingida, o estado aparece na 12ª posição, com 152.581 km² de seu território sob efeito da seca.
Em âmbito nacional, porém, a tendência foi oposta. A área com seca no Brasil subiu de 57% para 59% entre setembro e outubro, maior índice desde março. Quinze estados registraram intensificação na severidade do fenômeno, com destaque para o Nordeste, que lidera os níveis mais críticos.
No Norte, houve piora em Amapá, Pará, Rondônia e Mato Grosso. Já Amazonas e Roraima tiveram retração da área atingida, sendo que o Amazonas – mesmo com essa melhora – segue liderando a extensão territorial sob seca, seguido por Minas Gerais, Bahia, Goiás e Maranhão. O Rio Grande do Sul continua sendo o único estado totalmente livre do fenômeno.
Mesmo com o alívio, o Acre segue enfrentando um cenário preocupante, especialmente após sucessivos anos de estiagens severas, seguido por cheias nos rios, evidenciando situação de extremos provocada pela crise climática global.