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Verão começa com chuvas típicas e calor acima do normal no Acre, prevê Friale

Verão começa com chuvas típicas e calor acima do normal no Acre, prevê Friale

Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

O último mês do ano deve trazer ao Acre o combo clássico do verão amazônico: chuvas rápidas, calor intenso e sensação térmica elevada. A análise é do pesquisador climático Davi Friale, divulgada neste domingo, 30, que afirma ser esperado para dezembro de 2025 um cenário “dentro da normalidade, com maior probabilidade de chuvas um pouco abaixo da média e temperaturas levemente acima da normal climatológica do mês”.

Dezembro marca, no dia 21, o início oficial do verão no hemisfério sul, mas seus efeitos aparecem desde cedo. É o terceiro mês mais chuvoso no Acre, influenciado pela grande umidade vinda do Atlântico e pelos dias mais longos do ano. As chuvas — geralmente convectivas — tendem a ser rápidas e pontuais, mas podem vir fortes e acompanhadas de raios e ventanias. Segundo Friale, “são as típicas chuvas de verão, passageiras, pontuais, mas que podem chegar com força em alguns dias”.

Os dados históricos mostram que dezembro é um mês de contrastes. Nos últimos 60 anos, as menores temperaturas registradas foram de 16°C em Rio Branco e 17,8°C em Cruzeiro do Sul. Já as máximas ficam entre 30°C e 33°C, mas a sensação térmica costuma ser 2 a 4°C mais alta devido à umidade e à falta de ventos. Mesmo com poucas passagens de ar polar, quando elas ocorrem, podem provocar muita chuva e amenizar o calor, especialmente no leste e sul do estado.

Os registros de acumulados reforçam o peso histórico das chuvas: Rio Branco já alcançou 140,8 mm em 24 horas (2022), enquanto Cruzeiro do Sul atingiu 118,2 mm (2001). A média de dias chuvosos também impressiona: 16 em Rio Branco, 17 em Cruzeiro do Sul e 19 em Tarauacá. Em Epitaciolândia, por exemplo, a média de chuva em dezembro chega a 260,2 mm, bem acima dos 205,3 mm de novembro. O comportamento se repete em Rio Branco (de 208,8 mm para 260,6 mm), Cruzeiro do Sul (de 222,2 mm para 229,5 mm) e Tarauacá (de 253,4 mm para 294,2 mm).

Mesmo assim, nem todo dezembro é sinônimo de céu fechado. Incursões de ar seco vindas do Atlântico Norte podem abrir períodos ensolarados, especialmente na segunda metade do mês. Esses episódios, segundo Friale, surgem quando “as altas pressões do Atlântico Norte avançam, proporcionando alguns dias secos, com muito sol, mesmo em pleno período úmido”.

Para 2025, o pesquisador afasta grandes riscos. “Não visualizamos eventos meteorológicos extremos para este mês”, afirma. Ainda assim, ele recomenda atenção: “É fundamental acompanhar as previsões diárias, pois podem ocorrer alterações não detectadas no momento da elaboração desta análise”.

As informações foram publicadas no site O Tempo Aqui.

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