A Justiça de Epitaciolândia autorizou que a Polícia Civil tenha acesso aos dados de geolocalização da tornozeleira eletrônica usada por Victor Oliveira da Silva, investigado pelo homicídio de Reginaldo Silva Correia. A decisão da juíza Joelma Ribeiro Nogueira atendeu à representação policial após a confissão do suspeito e a descoberta do corpo da vítima em uma cova rasa no Loteamento Saraiva.
O professor de dança, Reginaldo Silva Corrêa, conhecido como “Régis”, morreu por asfixia mecânica após ser submetido a um golpe de “mata-leão”. O corpo foi localizado no último dia 1º de outubro, em uma cova rasa, quase uma semana depois de seu desaparecimento.
Segundo informações repassadas pelo delegado-geral do Alto Acre, Érick Maciel. O principal acusado, Victor Oliveira da Silva, de 27 anos, apelidado de “Coringa” e monitorado pela Justiça, confessou o crime e indicou onde estava o corpo. Em depoimento, ele afirmou que mantinha um relacionamento com a vítima e que o homicídio ocorreu após decidir encerrar o envolvimento.
No despacho, a magistrada ressaltou que a medida é necessária para aprofundar a investigação, afirmando que há “indícios de envolvimento de terceiras pessoas na prática dos crimes” e que os dados podem ajudar a esclarecer a movimentação de Victor nos dias mais críticos da apuração. Ela também destacou que o período solicitado pela polícia — de 25 a 29 de setembro — é “razoável e proporcional, limitado ao estritamente necessário para a apuração dos fatos”.
Reginaldo havia sido registrado como desaparecido em 24 de setembro. Câmeras de segurança flagraram o carro dele seguindo para Cobija, na Bolívia, na noite seguinte e novamente na madrugada do dia 26. O veículo foi achado pela polícia boliviana em uma área rural, com a chave na ignição.
A investigação ganhou força após familiares entregarem o notebook da vítima, permitindo o acesso ao WhatsApp Web, onde surgiram elementos que apontavam para Victor. Ao ser localizado em Brasileia, ele acabou confessando o homicídio e indicou onde havia enterrado o corpo.
A juíza também considerou que não havia meio menos invasivo para alcançar o objetivo da investigação, observando que “a medida pleiteada revela-se indispensável ao prosseguimento das investigações, não se vislumbrando outros meios de obtenção de prova menos gravosos”.
Com a autorização judicial, o Iapen terá dez dias úteis para entregar os registros completos da tornozeleira. O processo continua sob sigilo.






