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MDB confirma que vai decidir apoio ao governo do Acre só no ano que vem; entenda o que está em jogo

MDB confirma que vai decidir apoio ao governo do Acre só no ano que vem; entenda o que está em jogo

Foto: Leandro Chaves

O MDB vai definir apenas no ano que vem em qual palanque subirá na campanha eleitoral para o governo do Acre: o de Mailza Assis (Progressistas) ou o de Alan Rick (Republicanos). A agremiação havia prometido um posicionamento no dia 15 de dezembro, mas adiou a decisão.

Várias questões pesaram na deliberação de retardar o anúncio. Uma delas são as festividades de fim de ano. Mas também há itens sensíveis em avaliação na mesa azul. Nos últimos dias, o presidente Vagner Sales convocou a executiva para uma reunião e lá ficou decidido que, no dia 15, o melhor a se fazer é tirar férias, porque ainda há pontos importantes a serem resolvidos, interna e externamente.

Ao longo de novembro, a sigla sentou com os dois principais pré-candidatos ao governo e apresentou exigências das quais não abre mão, e a principal delas é compor na chapa majoritária, seja na vaga de vice-governador ou na do Senado, que, em 2026, tem duas cadeiras em disputa.

Jéssica indecisa

No entanto, haveria um entrave interno relevante: segundo informações de bastidores, a aposta do partido nessa negociação, a ex-deputada federal Jéssica Sales, ainda estaria balançada sobre qual mandato disputar no ano que vem, se o de vice-governadora ou de senadora, ponto esse que faz toda a diferença para o partido.

Se Jéssica preferir brigar por uma vaga ao Senado, a aliança com Mailza e o grupo do governador perderia o sentido, pois seriam dois nomes de Cruzeiro do Sul disputando cadeira de senador pela mesma chapa, já que Gladson (PP) também quer se candidatar ao cargo, se a Justiça assim permitir (ele responde a processo no STJ e deve ser julgado ainda este ano).

Outro ponto importante, desta vez externo, é que o MDB sequer é citado pelo grupo governista quando questionado sobre a segunda vaga ao Senado, com as atenções sendo voltadas para o atual senador Márcio Bittar (PL). Além deste, se coloca como possível candidato a senador, pela aliança do governo, o deputado federal Eduardo Velloso, do União Brasil, agremiação que está em federação com o Progressistas.

É por isso que, nos corredores do MDB, circulam avaliações de que o apoio à Mailza é o que menos teria chances de render ao partido uma composição majoritária. Por outro lado, nesse cenário, com o apoio da atual vice-governadora, o partido veria fortalecida uma chapa para a Assembleia Legislativa (Aleac) e para a Câmara dos Deputados, em Brasília, algo que também faz brilhar os olhos dos emedebistas.

Alternativas

Com Jéssica indecisa, há quem defenda o nome de Marcus Alexandre para compor com Mailza, mas o ex-prefeito de Rio Branco não se vê nessa posição, pois trabalha sua pré-candidatura a deputado estadual, onde tem grandes chances de vitória, dado o importante capital político que possui.

Com o apoio a Alan Rick, o cenário de incertezas para o MDB é muito menor. O atual senador busca ampliar seu baixíssimo leque de alianças – e se os emedebistas caírem em seu colo, é o que Rick terá de mais valioso. E isso deve colocar, automaticamente, o partido na vaga de vice e, até mesmo, proporcionar uma dobradinha ao Senado com a ex-deputada federal Mara Rocha (Republicanos).

A reportagem apurou que todos esses cenários serão colocados na mesa do presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, para que ele ajude a executiva acreana a tomar a melhor decisão. A reunião vai acontecer no início do ano que vem, em Brasília, e é outro motivo pelo qual a sigla preferiu adiar a decisão de manifestar apoio a Alan ou Mailza.

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