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Práticos no dia a dia, ultraprocessados podem causar inflamação e desequilíbrio intestinal

Práticos no dia a dia, ultraprocessados podem causar inflamação e desequilíbrio intestinal

monticelllo via Getty Images

Práticos, baratos e cada vez mais presentes na rotina, os alimentos ultraprocessados vêm acendendo um alerta entre especialistas em nutrição. Por trás da conveniência, esses produtos carregam uma combinação de açúcares, gorduras ruins e aditivos químicos que pode comprometer seriamente a saúde intestinal e desencadear uma série de desconfortos no dia a dia.

Segundo a engenheira química e especialista em alimentação saudável Isabela Milagres, o problema começa no intestino. “Os ultraprocessados são pobres em fibras e ricos em substâncias que prejudicam as bactérias benéficas da microbiota intestinal. Esse desequilíbrio favorece inflamações e interfere na digestão”, explica.

O impacto vai além de dores abdominais ocasionais. A microbiota intestinal desempenha papel fundamental na absorção de nutrientes, no fortalecimento do sistema imunológico e até em processos ligados ao metabolismo e ao humor. Quando ela é afetada, o organismo inteiro sente. Sintomas como inchaço frequente, gases em excesso, constipação ou diarreia, sensação de estufamento após as refeições e cansaço sem explicação são sinais comuns de alerta.

Em alguns casos, os reflexos aparecem fora do sistema digestivo. Alterações na pele, queda da imunidade e mudanças de humor também podem estar relacionadas ao mau funcionamento do intestino, reforçando a importância de atenção à alimentação diária.

Para reverter o quadro, a orientação é simples, mas exige constância: reduzir ultraprocessados e priorizar alimentos naturais ou minimamente processados. Frutas, legumes, verduras, arroz, feijão, ovos e carnes frescas devem ocupar a maior parte do prato. Outra dica valiosa é ler os rótulos com atenção. “Quanto maior e mais difícil de entender a lista de ingredientes, maior a chance de ser um ultraprocessado”, alerta a especialista.

Planejar refeições, evitar manter esses produtos à vista e fazer escolhas conscientes no mercado são atitudes que, aos poucos, ajudam a restaurar o equilíbrio do intestino e promovem ganhos reais para a saúde.

Com informações do Metrópoles

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