O salário mínimo nacional começou 2026 maior, mas com impacto imediato no dia a dia de milhões de brasileiros. O novo valor, R$ 1.621, entrou em vigor com reajuste de 6,79%, o que representa R$ 103 a mais em relação ao piso pago no ano passado. Na prática, o mínimo passa a equivaler a R$ 54,04 por dia e R$ 7,37 por hora.
O aumento atinge diretamente trabalhadores que recebem o piso nacional ou valores atrelados a ele, além de aposentados e pensionistas do INSS e beneficiários de programas sociais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Dos 40,7 milhões de benefícios previdenciários e assistenciais pagos no país, 28,5 milhões correspondem a até um salário mínimo e já serão reajustados na folha de janeiro, paga entre o fim deste mês e o início de fevereiro.
O novo piso também influencia o valor mínimo do seguro-desemprego, a contribuição previdenciária dos microempreendedores individuais (MEIs) e indenizações fixadas pelos Juizados Especiais, que utilizam o salário mínimo como referência.
Apesar do aumento, o valor ficou abaixo da última projeção do governo federal, que previa um salário mínimo de R$ 1.627 para 2026. A diferença é explicada pelo comportamento da inflação, que terminou o período de cálculo menor do que o esperado.
O reajuste considera a inflação medida pelo INPC, acumulada em 12 meses até novembro, índice que fechou em 4,18%, segundo dados divulgados pelo IBGE. Com isso, o piso nacional sobe, mas em ritmo mais contido do que o inicialmente previsto.
Com informações do Extra








