Práticos, acessíveis e presentes na rotina de milhões de brasileiros, os vegetais em conserva ainda são alvo de desconfiança quando o assunto é saúde. A ideia de que esses alimentos são inferiores aos frescos persiste ao longo das gerações, mas não reflete os avanços da indústria alimentícia.
Segundo a chef e consultora gastronômica Roberta Garcia, milho, grão-de-bico e outros vegetais enlatados podem, sim, integrar uma alimentação equilibrada e nutritiva.
Entenda
- Sem conservantes químicos: a preservação ocorre por esterilização térmica e vedação a vácuo.
- Nutrientes preservados: fibras e minerais permanecem no alimento.
- Sódio ajustável: lavar os vegetais reduz o teor de sal da salmoura.
- Sabor protegido: latas modernas não alteram o gosto dos alimentos.
Praticidade aliada à alimentação equilibrada
Na busca por refeições rápidas sem abrir mão da qualidade, os vegetais em conserva surgem como alternativa eficiente. De acordo com Roberta Garcia, esses produtos garantem padrão de sabor, textura e qualidade, sem as variações comuns dos alimentos in natura.
“Eles otimizam o tempo de preparo e asseguram que o sabor e a textura sejam sempre os mesmos. Eu utilizo esses produtos pela praticidade e pela riqueza de sabores que mantêm”, afirma a chef.
Como funciona o processo de conservação
Um dos mitos mais comuns é o uso excessivo de aditivos químicos. Roberta esclarece que muitos vegetais em conserva dispensam conservantes. O método é físico: após o cozimento, os alimentos são envasados apenas com água e sal, selados hermeticamente e submetidos a altas temperaturas.
Esse processo elimina microrganismos e impede a ação da luz e do oxigênio, garantindo segurança e longa durabilidade ao produto.
Valor nutricional mantido
Embora alguns nutrientes sensíveis ao calor, como a vitamina C, possam sofrer redução, a maior parte dos componentes nutricionais é preservada. As fibras, por exemplo, permanecem intactas e são essenciais para o funcionamento intestinal.
“Para quem tem uma rotina corrida, as conservas são uma alternativa prática e segura para garantir o consumo de vegetais, que são a base de uma alimentação saudável segundo a OMS”, destaca Roberta.
Atenção ao sódio
A salmoura utilizada na conservação contém sódio, mas esse fator pode ser facilmente controlado. Escorrer e lavar os vegetais em água corrente reduz significativamente o teor de sal.
A chef também reforça a importância da leitura dos rótulos nutricionais e lembra que a indústria tem investido na redução do sódio.
Lavar ou não lavar?
A decisão depende da preparação. A salmoura é segura para consumo, mas pode interferir no sabor. Em receitas como saladas e recheios, a recomendação é escorrer e enxaguar. Já em sopas e ensopados, o líquido pode ser aproveitado para compor o caldo.
Mito do sabor metálico
A percepção de que a lata altera o sabor do alimento não corresponde à realidade atual. As embalagens modernas possuem revestimentos internos aprovados por rigorosos controles de qualidade, que impedem qualquer migração de metal para o alimento.
“O sabor característico dos vegetais em conserva vem do cozimento durante o processo de esterilização, o que garante consistência e evita variações de safra”, explica Roberta, Chef e Consultora Gastronômica da Quero.
Escolha consciente
Para a chef, consumir vegetais em conserva vai além da praticidade. “É uma escolha inteligente e acessível, que oferece produtos seguros, nutritivos e saborosos. Com processos modernos e controle de qualidade, as conservas podem, sim, fazer parte de uma alimentação equilibrada”, conclui.
Por: Metrópoles








