Na Colômbia, uma idosa de 67 anos chamou a atenção ao revelar que construiu um patrimônio a partir de um negócio nada convencional. Myriam encontrou na curiosidade alheia uma fonte de renda: ela vende fofocas sobre a rotina da própria comunidade e afirma ter conseguido comprar duas casas com o dinheiro arrecadado.
Conhecida por estar sempre atenta ao que acontece ao redor, Myriam transformou o hábito de observar os vizinhos em uma atividade organizada e lucrativa. Moradores do bairro a procuram para saber detalhes de situações específicas, e ela só revela as informações mediante pagamento. Os valores costumam variar entre 5.000 e 10.000 pesos colombianos, o equivalente a cerca de sete a 14 reais, dependendo do conteúdo da história.
Fofoca como negócio
Para não se perder nos relatos, Myriam mantém um método próprio de trabalho. Ela anota tudo em uma caderneta e, em alguns casos, utiliza até um painel com fotos para organizar melhor os acontecimentos e as pessoas envolvidas. Sentada em frente à própria casa, registra movimentações, conversas e episódios que considera relevantes para o “arquivo” do bairro.
Quando alguém aparece em busca de informações, Myriam consulta seus registros e compartilha os detalhes, sempre cobrando pelo serviço. Segundo ela, o que faz não passa de observação e memória bem organizada.

Quando o silêncio vale mais
Nem toda fofoca é contada. Histórias mais delicadas são negociadas separadamente e podem render valores bem mais altos. Em uma ocasião, Myriam recebeu 700.000 pesos colombianos, cerca de mil reais, para manter uma informação em segredo. O caso envolvia uma situação de infidelidade e exigia discrição para evitar conflitos familiares.

Sucesso nas redes sociais
A história ganhou repercussão depois de ser publicada no TikTok pela conta @ladydanielag. O vídeo ultrapassou 5 milhões de visualizações, 360 mil curtidas e recebeu mais de 11 mil comentários. Muitos usuários reagiram com humor e chegaram a sugerir que a prática poderia se tornar uma nova profissão.
Apesar da fama repentina, Myriam mantém um discurso simples. Ela afirma que apenas observa o cotidiano, registra o que vê e responde à curiosidade de quem a procura — desde que o valor seja combinado antes.
Por: Metrópoles






