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Ano de 2025 está entre os três anos mais quentes registrados no mundo

Informação foi divulgada pela Organização Meteorológica Mundial.

A Gazeta do Acre por A Gazeta do Acre
14/01/2026 - 15:39
Foto: Reprodução Paulo Pinto/Agência Brasil

Foto: Reprodução Paulo Pinto/Agência Brasil

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O ano passado esteve entre os três mais quentes já registrados no planeta, informou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) nesta quarta-feira (14), quando cientistas da União Europeia também confirmaram que as temperaturas médias já ultrapassaram 1,5 grau Celsius de aquecimento global pelo maior tempo desde o início dos registros.

A OMM, que consolida oito conjuntos de dados climáticos de todo o mundo, disse que seis deles — incluindo o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo (ECMWF) da União Europeia e o serviço meteorológico nacional britânico — classificaram 2025 como o terceiro mais quente, enquanto dois o colocaram como o segundo mais quente no registro de 176 anos.

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A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA, na sigla em inglês) também confirmou em dados divulgados nesta quarta-feira que 2025 foi o terceiro ano mais quente em seu registro de temperatura global, que remonta a 1850.

Todos os oito conjuntos de dados confirmaram que os últimos três anos foram os mais quentes do planeta desde o início dos registros, disse a OMM. O ano mais quente registrado foi 2024.

Período de três anos acima do nível de aquecimento médio de 1,5ºC

As pequenas diferenças nas classificações dos conjuntos de dados refletem suas diferentes metodologias e tipos de medições – que incluem dados de satélite e leituras de estações meteorológicas.

O Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo ( ECMWF) disse que o planeta acabou de ter seu primeiro período de três anos em que a temperatura média global ficou 1,5°C acima da era pré-industrial – o limite além do qual os cientistas acreditam que o aquecimento global desencadeie impactos graves, alguns deles irreversíveis.

“1,5°C não é um precipício. No entanto, sabemos que cada fração de grau é importante, especialmente para o agravamento de eventos climáticos extremos”, disse Samantha Burgess, líder estratégica para o clima no ECMWF.

Burgess disse que espera que 2026 esteja entre os cinco anos mais quentes do planeta.

Escolha de como gerenciar superação da temperatura

Os governos se comprometeram, no âmbito do Acordo de Paris de 2015, a tentar evitar que o aquecimento global ultrapasse 1,5°C, medido como uma temperatura média de décadas em comparação com a era pré-industrial.

Mas o fato de não conseguirem reduzir as emissões de gases de efeito estufa significa que esse nível poderá ser ultrapassado antes de 2030, uma década antes do que havia sido previsto quando o Acordo de Paris foi assinado em 2015, segundo o ECMWF.

“Estamos fadados a ultrapassá-lo”, disse Carlo Buontempo, diretor do Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus da UE. “A escolha que temos agora é como gerenciar melhor a inevitável superação e suas consequências para as sociedades e os sistemas naturais.”

Atualmente, o nível de aquecimento de longo prazo do mundo está cerca de 1,4°C acima da era pré-industrial, disse o ECMWF. Medidas em uma base de curto prazo, as temperaturas médias anuais ultrapassaram 1,5°C pela primeira vez em 2024.

A National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA) disse que 2025 excedeu a média pré-industrial em 1,34°C.

A agência dos EUA também disse que o teor de calor do oceano superior atingiu um recorde em 2025, indicando que os oceanos da Terra atingiram seus níveis mais altos de calor, o que gera tempestades mais fortes, chuvas mais intensas e aumento do nível do mar.

Clima Extremo
Exceder o limite de 1,5°C a longo prazo levaria a impactos mais extremos e generalizados, incluindo ondas de calor mais quentes e mais longas, além de tempestades e inundações mais fortes.

Já em 2025, os incêndios florestais na Europa produziram as emissões totais mais altas já registradas, enquanto estudos científicos confirmaram que eventos climáticos específicos foram agravados pelas mudanças climáticas, incluindo o furacão Melissa no Caribe e as chuvas de monções no Paquistão, que mataram mais de mil pessoas em inundações.

Apesar desses impactos cada vez piores, a ciência climática está enfrentando resistência política. O presidente dos EUA, Donald Trump, que chamou a mudança climática de “a maior fraude”, na semana passada se retirou de dezenas de entidades da Organização das Nações Unidas (ONU), incluindo o Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática.

O consenso há muito estabelecido entre os cientistas do mundo é que a mudança climática é real, causada principalmente por seres humanos, e está piorando. Sua principal causa são as emissões de gases de efeito estufa provenientes da queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás, que retêm o calor na atmosfera.

Por: Agência Brasil

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