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Herança do tio: entenda por que Suzane von Richthofen pode se beneficiar

Herança do tio: entenda por que Suzane von Richthofen pode se beneficiar

Foto: Marcelo Goncalves/SIGMAPRESS/AE

A morte de Miguel Abdalla Neto, de 76 anos, tio materno de Suzane von Richthofen, ocorrida no bairro do Campo Belo, em São Paulo, reacendeu o debate sobre os direitos sucessórios da sobrinha.

Embora Suzane tenha sido excluída da herança de seus pais por indignidade, a legislação brasileira estabelece critérios distintos para a sucessão de parentes colaterais, o que pode permitir que ela receba parte do patrimônio do tio.

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Ordem de vocação hereditária e colaterais

De acordo com o Código Civil, a sucessão legítima segue uma ordem de preferência: descendentes, ascendentes, cônjuge e, por fim, os colaterais.

Miguel Abdalla Neto era irmão de Marísia von Richthofen, mãe de Suzane, e não foram divulgadas informações sobre a existência de filhos ou esposa da vítima.

Na falta de herdeiros drietos, os bens são destinados aos parentes considerados colaterais até o quarto grau. Dentro dessa classe, os irmãos têm preferência.

Como Marísia já é falecida, o direito de representação entra em vigor, permitindo que os filhos da irmã pré-morta — no caso, Suzane e Andreas von Richthofen — ocupem o lugar da mãe na partilha dos bens do tio.

O impacto da indignidade na sucessão

Suzane von Richthofen foi declarada indigna e excluída da sucessão de Manfred e Marísia von Richthofen por ter sido coautora do homicídio doloso contra seus pais.

Contudo, a exclusão por indignidade é restrita à herança da pessoa contra a qual o crime foi cometido ou seus familiares diretos previstos em lei.

Pela regra jurídica, a indignidade de Suzane em relação aos pais não se estende automaticamente à herança do tio.

Caso não haja testamento, a herança será dividida igualmente entre os sobrinhos por direito de representação, uma vez que, na ordem sucessória, os sobrinhos têm prioridade sobre outros parentes como os tios do falecido.

Atualmente, o corpo de Miguel foi liberado para uma prima, que se identificou como a parente mais próxima no momento da ocorrência policial.

 

Por: CNN BRASIL

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