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Maior mistério do universo: físicos criam detector para matéria escura

Maior mistério do universo: físicos criam detector para matéria escura

MARK GARLICK/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images

A matéria escura é o maior mistério do universo. E isso não é só uma questão de metáfora! Estima-se que cerca de 70% do cosmos seja composto de matérias e energias escuras. Ou seja, tudo que conhecemos compõe apenas 30% (na melhor das hipóteses) daquilo que existe.

Isso ocorre porque nossos equipamentos para analisar o universo estão baseados na observação da luz. Tudo aquilo que não emite ou não é afetado pela luz não pode ser avaliado com os conhecimentos que temos.

Por isso, cientistas da Universidade do Texas, nos Estados Unidos, decidiram construir um detector quântico para conseguir mensurar a matéria escura. Em um estudo publicado em 30 de dezembro na revista Applied Physics Letters, os astrofísicos descrevem os avanços encontrados na pesquisa de um detector batizado de Tesseract, mesmo nome de uma joia do infinito do universo da Marvel.

Os cientistas sabem que a matéria escura existe por sua influência na gravidade, que afeta o movimento das galáxias e a formação de estruturas em grande escala. A energia escura é o componente dominante, representando cerca de 68% da energia total do universo, enquanto a matéria escura contribui com aproximadamente 27% da massa.

“O desafio é que a matéria escura interage tão fracamente que precisamos de detectores capazes de observar eventos que podem ocorrer uma vez por ano, ou mesmo uma vez por década”, disse o físico Rupak Mahapatra, líder do estudo, em um comunicado à imprensa.

Como o detector espera captar a matéria escura?
Mahapatra afirma que o objetivo do Tesseract será amplificar os sinais em radiação e gravidade para conseguir ter mais dados sobre a energia e a matéria escura. “Nenhum experimento isolado nos dará todas as respostas. Precisamos de sinergia entre diferentes métodos para montar o quadro completo”, afirma.

Atualmente a pesquisa se dedica a medir as partículas massivas de interação fraca (WIMP, em inglês), que são candidatas promissoras a serem identificadas como matéria escura. Hipoteticamente, são partículas com uma força nuclear de seus átomos muito baixa e que interagem mais por gravidade do que por reações físico-químicas.

Para detectar os WIMP, o Tesseract tem de ser resfriado até temperaturas próximas do zero absoluto e observar as raras interações entre eles e a matéria comum.

Se a tecnologia confirmar a existência dessas partículas, será dada também a resposta de, afinal, por onde anda essa matéria escura. A teoria é que essas partículas estão espalhadas pelo universo, provavelmente atravessando a Terra, mas sem deixar vestígios por sua pequena proporção e capacidade de responder a estímulos. Por hora, porém, tudo isso é apenas uma hipótese.

Por: Metrópoles

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