Rio Branco está entre as capitais brasileiras com melhor desempenho no indicador de Qualidade da Saúde, de acordo com a edição 2025 do Ranking de Competitividade dos Municípios, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP). A capital acreana aparece na 13ª colocação, superando cidades como Fortaleza, Aracaju, Maceió, Salvador, Recife, Belém, São Luís e todas as demais capitais da Região Norte, com exceção de Manaus, que figura na 21ª posição.
O levantamento avalia a saúde pública sob dois grandes pilares, o acesso à saúde e qualidade da saúde, com o objetivo de oferecer uma análise mais equilibrada sobre a efetividade das políticas públicas. No recorte divulgado, o foco está exclusivamente na qualidade dos serviços ofertados, considerando que a ampliação do acesso, por si só, não garante bons resultados se os atendimentos não apresentarem padrões adequados.
No cenário regional, o desempenho de Rio Branco se destaca. A capital do Acre lidera o ranking entre as capitais do Norte no quesito qualidade, à frente de Porto Velho (22º), Manaus (21º), Boa Vista (25º), Belém (16º) e Macapá (26º), esta última ocupando a última colocação nacional. O resultado coloca o Acre em posição de evidência em uma das áreas mais sensíveis da gestão pública.

No ranking geral das capitais, os melhores desempenhos ficaram com Florianópolis (1º), Porto Alegre (2º) e São Paulo (3º). Na outra ponta, além de Macapá, aparecem Boa Vista (25º) e Salvador (24º). Entre as capitais do Nordeste, Fortaleza foi a melhor posicionada, em 12º lugar, logo atrás de Belo Horizonte, que ficou em 10º.
De acordo com o CLP, a separação entre acesso e qualidade busca evitar distorções na análise. Um município pode apresentar ampla oferta de serviços, mas com baixa resolutividade, o que compromete indicadores como longevidade, bem-estar da população e produtividade econômica. Por isso, a qualidade da saúde é tratada como elemento central para medir o padrão de vida e a eficiência da atuação governamental.
A edição 2025 do Ranking de Competitividade dos Municípios analisou 418 municípios brasileiros, todos com população superior a 80 mil habitantes. Juntas, essas cidades concentram cerca de 60% da população do país, o que confere abrangência nacional ao estudo e reforça a relevância do desempenho alcançado por Rio Branco no contexto da saúde pública brasileira.








