As investigações sobre o assassinato do comerciante Rodiscley Lúcio da Silva, de 46 anos, conhecido como “Maninho”, avançaram entre a terça-feira, 13, e a quarta-feira, 14, com novas diligências realizadas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa. A vítima foi morta a tiros dentro da própria loja de confecções, localizada na Rua Bolívia, no bairro Cadeia Velha, em Rio Branco.
Após ter acesso a imagens de câmeras de monitoramento, os investigadores confirmaram a dinâmica da execução. As gravações mostram dois homens chegando ao local em uma motocicleta. O garupa desce, entra no estabelecimento e dispara várias vezes pelas costas do comerciante, que estava sozinho. Em seguida, os autores fogem rapidamente do local.
Com base nessas imagens, a Polícia Civil intensificou as buscas e, na manhã de terça-feira, cumpriu um mandado judicial em uma área considerada de alto risco no bairro Recanto dos Buritis. Durante a ação, foi localizada e apreendida uma motocicleta Honda azul, de placa NAD-8D78, apontada como o veículo utilizado na fuga dos suspeitos. A moto foi encaminhada para perícia.
Suspeito foragido
A partir da apreensão do veículo, a DHPP conseguiu identificar um dos envolvidos no homicídio, que não foi localizado no momento da ação e segue foragido. Já na quarta-feira, o delegado responsável pelo inquérito deu continuidade à oitiva de testemunhas, com prioridade para familiares da vítima, em busca de informações que ajudem a esclarecer a motivação do crime.
A principal linha de investigação aponta para uma possível relação do assassinato com disputas entre facções criminosas, hipótese que já vinha sendo considerada desde o início da apuração. Outras motivações, no entanto, não são descartadas. A Polícia Civil trabalha agora para reunir elementos suficientes que embasem o pedido de prisão preventiva do suspeito identificado.
O crime ocorreu na noite de segunda-feira (12), quando Rodiscley foi surpreendido dentro da loja por um homem armado que efetuou ao menos seis disparos. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, mas a vítima já estava sem vida. A área foi isolada pela Polícia Militar para os trabalhos da perícia, e o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
As diligências seguem em andamento sob responsabilidade da DHPP, que busca identificar e localizar todos os envolvidos na execução.






