As investigações sobre o desvio de medicamentos e insumos hospitalares da rede estadual de saúde avançaram na manhã desta quarta-feira, 7, com o cumprimento de mais dois mandados de busca e apreensão em Rio Branco. A ação foi realizada pela Polícia Civil do Acre (PCAC) e integra um inquérito que apura a atuação de uma rede criminosa especializada na retirada de medicamentos do sistema público para comercialização ilegal.
Durante o cumprimento dos mandados, os investigadores apreenderam aparelhos celulares, que contêm mensagens consideradas relevantes para o aprofundamento das apurações. Também foram encontrados aproximadamente R$ 40 mil em dinheiro, além de moeda estrangeira, incluindo dólares, e quantidade de morfina, medicamento de uso controlado.
A operação desta quarta-feira é desdobramento direto da ação realizada na última segunda-feira, 5, quando a Polícia Civil localizou uma residência em Rio Branco usada para armazenamento clandestino de medicamentos. Na ocasião, o volume de fármacos apreendidos foi suficiente para encher a carroceria de dois caminhões de médio porte.
Entre os materiais recolhidos estavam medicamentos oncológicos e outros insumos hospitalares de alto custo. Segundo balanço preliminar das autoridades, o valor estimado do material apreendido ultrapassa R$ 1 milhão.
O delegado Igor Brito, responsável pela condução do inquérito, afirmou que as investigações continuam e que novas medidas judiciais não estão descartadas.
“As investigações estão em pleno andamento e não estão descartados novos cumprimentos de mandados. Essa é uma determinação expressa do delegado-geral da Polícia Civil do Acre para que possamos identificar toda a cadeia criminosa, alcançar os receptadores desses medicamentos e também os servidores que, porventura, estejam envolvidos nesse esquema”, declarou.
O delegado-geral da Polícia Civil, José Henrique Maciel, destacou que o foco da atuação é desarticular completamente o esquema, desde a origem do desvio até o destino final dos produtos.
“Estamos tratando de medicamentos que deveriam chegar de forma gratuita à população, especialmente a quem mais precisa. Retirar esses insumos do sistema público é um crime grave, que impacta diretamente a saúde das pessoas”, afirmou.
As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil não descarta novas operações e prisões conforme o avanço do inquérito.








