A Justiça do Acre aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado (MPAC) contra Antônio de Souza Moraes e Nataniel Oliveira de Lima, acusados do assassinato do colunista social, ativista cultural e servidor público Moisés Ferreira Alencastro e Souza, em Rio Branco. Com a decisão, os dois passam oficialmente à condição de réus no processo, que tramita na 2ª Vara do Tribunal do Júri e Auditoria Militar.
A decisão segue o entendimento do inquérito conduzido pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e é assinada pelo juiz Alesson Braz. Os acusados responderão por homicídio qualificado, com as qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de furto qualificado do veículo e do aparelho celular pertencentes ao colunista.
Na denúncia, o promotor de Justiça Efraim Henrique Mendoza descreve as circunstâncias do crime e afasta a hipótese de motivação homofóbica.
Investigação
De acordo com a apuração, o crime aconteceu por volta das 21h do dia 21 do mês passado, no apartamento da vítima, localizado no bairro Morada do Sol, na capital. Conforme a investigação, Moisés autorizou a entrada de Antônio Moraes, com quem mantinha um relacionamento. Nathaniel Oliveira de Lima teria ido ao local pela primeira vez naquela noite.
Ainda segundo o inquérito, um desentendimento iniciado por Nathaniel evoluiu para agressões físicas. Em determinado momento, a vítima teria pedido que os dois deixassem o imóvel. Conforme o Ministério Público, foi nesse contexto que Antônio Moraes utilizou uma faca, enquanto Nathaniel continuava a agredir Moisés.
Após o crime, os acusados fugiram levando o celular e o veículo da vítima. O automóvel foi localizado horas depois, abandonado no quilômetro 15 da estrada do Quixadá. Antônio de Souza Moraes foi preso quatro dias após o crime por agentes da DHPP. No dia seguinte, os investigadores localizaram e prenderam Nathaniel Oliveira de Lima. Ambos confessaram a autoria.








