Após avançar de forma contínua ao longo do domingo, 18, o nível do Rio Acre apresentou leve recuo na madrugada desta segunda-feira, 19, mas segue acima da cota de transbordamento em Rio Branco. Segundo a Defesa Civil Municipal, o rio amanheceu com 14,52 metros na medição realizada às 5h20. Nas últimas 24 horas, o acumulado de chuvas na capital foi de 8,60 milímetros.
O comportamento do rio no domingo foi de elevação gradual ao longo do dia. Às 5h do dia 18, o nível estava em 14,53 metros, subindo para 14,54 às 9h, 14,55 ao meio-dia, 14,57 às 15h e atingindo 14,59 metros às 21h. Por volta da meia-noite, houve o primeiro sinal de estabilização, com recuo para 14,58 metros, tendência que se manteve nas primeiras horas desta segunda-feira.
Mesmo com a leve redução, o nível permanece 52 centímetros acima da cota de transbordamento, que é de 14 metros, mantendo o cenário de enchente na capital acreana.
Impacto urbano segue elevado
De acordo com o último boletim divulgado pela Defesa Civil Municipal, 27 bairros de Rio Branco já foram atingidos pela cheia. Ao todo, 631 famílias foram diretamente afetadas na área urbana, o que corresponde a aproximadamente 2.286 pessoas.
As ações emergenciais de retirada e atendimento continuam concentradas, principalmente, nos bairros Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base e Ayrton Senna, onde o avanço das águas causou maiores transtornos.
Abrigos e assistência
A estrutura de acolhimento segue ativa. No Parque de Exposições Wildy Viana, abrigo oficial do município, seis famílias estão acolhidas, somando 15 pessoas, além de seus animais de estimação. Outras sete famílias indígenas foram removidas para a Escola Leôncio de Carvalho.
O boletim também registra quatro famílias desalojadas, totalizando 11 pessoas, que optaram por se abrigar temporariamente em casas de parentes ou amigos.
Situação na zona rural
A enchente também afeta comunidades da zona rural da capital. As localidades de Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre seguem entre as mais impactadas. A estimativa da Defesa Civil é de que cerca de 250 famílias, aproximadamente mil pessoas, tenham sido atingidas nessas regiões.
Ao todo, 15 comunidades rurais permanecem sob monitoramento constante, devido ao risco de isolamento, alagamentos de ramais e prejuízos à produção local.








