
O início de 2026 marca um novo passo na política de saúde mental da capital. É que a prefeitura de Rio Branco, inaugurou nesta quarta-feira, 14, no bairro Sobral, o Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi) Damião Nunes da Costa, o primeiro serviço desse porte no Acre voltado exclusivamente ao cuidado de crianças e adolescentes.
A unidade passa a integrar a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e foi implantada com investimento de aproximadamente R$ 360 mil, com recursos próprios, destinados à construção e mobiliário. O serviço já iniciou funcionamento, com pacientes regulados da rede e acolhimento às famílias no novo espaço.
Durante a inauguração, o secretário municipal de Saúde, Rennan Bitts, destacou que o CAPSi faz parte de um processo mais amplo de reestruturação da rede municipal. Segundo ele, após o fortalecimento das unidades básicas e das URAPs, o foco agora se volta para a atenção psicossocial, com prioridade para o público infantojuvenil.
“Essa é uma demanda histórica da capital. Hoje o serviço já nasce funcionando, com equipe formada e pacientes sendo atendidos. A nossa expectativa é consolidar essa unidade como referência no cuidado da saúde mental das crianças e adolescentes”, afirmou.

Atendimento especializado e porta aberta
O CAPSi funciona em modelo de porta aberta, sem necessidade de agendamento prévio. O acolhimento ocorre de segunda a quinta-feira, das 7h30 às 17h. As sextas-feiras são destinadas a alinhamentos internos e estudos de caso.
O serviço atende crianças e adolescentes de 0 a 17 anos e 6 meses com transtornos mentais graves e persistentes, como psicoses, depressão grave, automutilação recorrente, crises intensas de agressividade e situações de risco ou tentativa de suicídio.
A coordenadora da unidade, a neuropsicóloga Kelly Albuquerque, explicou que o CAPS não funciona como ambulatório. “Aqui o cuidado é multiprofissional e contínuo. Trabalhamos com equipes formadas por médicos, psicólogos, enfermeiros, assistente social, educadores e outros profissionais, sempre envolvendo também as famílias no processo de cuidado”, destacou.
Embora a unidade seja de porta aberta, há articulação com a rede básica, além de demandas encaminhadas por outros serviços, como Ministério Público e assistência social. Casos que não se enquadram no perfil do CAPS são orientados e direcionados para outros pontos da rede.

Estrutura e capacidade
A unidade conta com 12 profissionais, incluindo médica especialista em saúde mental, psicólogos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, educadores sociais, profissional de educação física e assistente social. Inicialmente, o atendimento começa com cerca de 40 pacientes, que passarão por avaliação individualizada. A partir desse acompanhamento, será definida a ampliação da capacidade.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o CAPSi tem potencial para atender até 45 pacientes por dia, alcançando cerca de 3 mil pacientes por ano e aproximadamente 8 mil atendimentos, considerando que um mesmo paciente pode receber múltiplos acompanhamentos.
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