Um servidor terceirizado da Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre) voltou a ser alvo das investigações que apuram o desvio de medicamentos e insumos hospitalares da rede estadual de saúde. Nesta quarta-feira, 21, foi cumprido um mandado de busca e apreensão em uma residência localizada no bairro Universitário, em Rio Branco, além de diligências no setor onde o servidor atua.
A ação também alcançou o almoxarifado da Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF) da Sesacre. A diligência no local ocorreu com autorização da própria secretaria, conforme informado pela Polícia Civil do Acre, que conduz a apuração por meio de uma força-tarefa iniciada há alguns meses.
Com o cumprimento do mandado desta quarta-feira, cinco ordens judiciais já foram executadas no âmbito da investigação, instaurada a pedido do próprio secretário de Estado de Saúde.
Investigação ganhou força em janeiro
O caso veio à tona no dia 5 de janeiro, quando a Polícia Civil cumpriu um mandado de busca e apreensão em uma residência no Beco da Glória, no bairro da Pista, região da Sobral. No local, foram encontrados medicamentos e equipamentos hospitalares armazenados de forma irregular, oriundos da rede estadual de saúde.
Na ocasião, Eugênio Gonçalves Neves, ex-balconista de farmácia, foi detido em flagrante, suspeito de armazenar e comercializar clandestinamente o material.
No dia 14, durante a quarta fase da operação, os investigadores localizaram dois imóveis utilizados como depósitos clandestinos. Um deles, na Rua Cunha Matos, abrigava caixas com ampolas, materiais de paramentação, seringas, luvas e insumos de hemodiálise. No outro, situado na Rua Eduardo Asmar, no bairro Seis de Agosto, foram encontrados medicamentos, kits de hemodiálise e outros produtos hospitalares, alguns deles abertos e espalhados pelo local.
Valor estimado e novos alvos
De acordo com o secretário de Estado de Saúde, Pedro Pascoal, o valor do material desviado pode ultrapassar R$ 1 milhão, e as investigações indicam que os desvios podem ter iniciado ainda em 2023.
A apuração também incluiu diligências na Clínica UPAS, localizada no bairro da Sobral, em Rio Branco. A unidade pertence ao ex-deputado estadual Raimundinho da Saúde, que acompanhou a ação policial e afirmou que o estabelecimento atua dentro da legalidade.
Segundo a Polícia Civil, as investigações seguem em andamento, com a possibilidade de novos mandados judiciais, prisões e responsabilizações, à medida que forem identificados outros envolvidos no esquema e o destino final dos medicamentos e insumos desviados.








