Mesmo com o encerramento do mês dedicado à conscientização sobre a saúde mental, a busca por informação e acesso a atendimento segue sendo essencial para a população. Em Rio Branco, a rede pública oferece serviços gratuitos voltados ao cuidado psicológico e psiquiátrico por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que integra diferentes unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) e organiza o atendimento conforme a faixa etária e o tipo de demanda.
A estrutura da rede prevê atendimento específico para crianças, adolescentes, adultos e idosos. Crianças e adolescentes com sofrimento psíquico são acompanhados principalmente pelo Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSi). Já os adultos com transtornos mentais graves e persistentes são atendidos pelo CAPS Samaúma, enquanto o CAPS AD é direcionado a adolescentes e adultos com transtornos relacionados ao uso de álcool e outras drogas.
Porta de entrada pelo SUS
O acesso aos serviços de saúde mental em Rio Branco pode começar pelas URAPs (Unidades de Referência de Atenção Primária) e UBSs (Unidades Básicas de Saúde), que funcionam como porta de entrada do SUS. Nessas unidades, os pacientes passam por acolhimento inicial, avaliação e, quando necessário, são encaminhados para atendimento especializado nos CAPS.
O CAPS Samaúma III, por exemplo, oferece acompanhamento psicossocial voltado à população adulta, com atendimento multiprofissional. A disponibilidade de vagas e horários, no entanto, pode variar conforme a demanda e a capacidade operacional de cada unidade.
Outras formas de apoio
Além da rede municipal, outras alternativas de apoio emocional gratuito estão disponíveis. O Centro de Valorização da Vida (CVV) presta atendimento 24 horas por dia, de forma gratuita e anônima, pelo telefone 188 e também por meio de atendimento online.
Instituições de ensino superior que mantêm cursos de Psicologia em Rio Branco também oferecem atendimento psicológico em clínicas-escola, geralmente gratuito ou a custo social, por meio de projetos de extensão acadêmica supervisionados.
Desafios da rede
Entre os principais desafios enfrentados pela rede pública de saúde mental na capital estão a capacidade limitada de atendimento e o número reduzido de vagas, o que pode resultar em filas de espera para psicoterapia e consultas especializadas. Outro ponto apontado é a necessidade de maior integração entre a Atenção Primária e os serviços especializados, para garantir continuidade no cuidado.
O estigma e a discriminação relacionados aos transtornos mentais também seguem como fatores que dificultam a procura por ajuda, mesmo com a oferta de serviços gratuitos.
Onde buscar orientação
A população pode obter informações diretamente em unidades de saúde municipais, UPAs ou no HUERB/Pronto-Socorro, que dispõe de leitos de saúde mental para casos de tentativa de suicídio ou risco iminente à vida.
Outra referência é o Núcleo de Apoio e Atendimento Psicossocial (Natera), do Ministério Público do Acre, que disponibiliza orientações e um fluxograma da Rede de Atenção Psicossocial, auxiliando no acesso aos serviços.
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