O Rio Envira deu os primeiros sinais de vazante na manhã deste sábado, 17, marcando 12,01 metros na medição das 06h00. O índice representa uma redução em relação ao dia anterior, quando o manancial atingiu a marca de 12,24 metros. Apesar do declínio, a situação ainda é considerada crítica, uma vez que o nível permanece um centímetro acima da cota de transbordamento, fixada em 12 metros, e bem acima da cota de alerta, que é de 11 metros.
O coordenador da Defesa Civil Municipal, Sargento Adriano Souza, informou que o retorno das famílias assistidas às suas residências permanece suspenso por tempo indeterminado. Segundo o coordenador, as equipes só autorizarão o regresso quando o nível do rio ficar abaixo da cota de alerta. A cautela justifica-se pela instabilidade climática nas cabeceiras do Rio Envira, onde relatos indicam chuvas intensas. Embora a expectativa seja de que o rio siga baixando ao longo do dia, a previsão de novas chuvas impede torna o cenário incerto.
Atualmente, a cheia já impacta cerca de 150 famílias nas zonas urbana e rural, totalizando mais de 600 pessoas afetadas em quatro bairros da cidade e três aldeias indígenas. Na Aldeia Paroá Central, o cenário é de severidade, com cerca de 80 famílias atingidas e uma perda agrícola expressiva, incluindo a destruição de mais de 10 mil pés de banana pelas águas. Para socorrer a comunidade, a prefeitura mobilizou o envio de quase duas toneladas de alimentos e água mineral.
As equipes da Prefeitura de Feijó e do Corpo de Bombeiros seguem em monitoramento constante. A assistência às famílias desabrigadas continua sendo a prioridade, enquanto o comportamento do clima nas cabeceiras dita o ritmo das operações de socorro na região.






