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Acre registra mais de 60 casos de hanseníase identificados por exame de contatos, aponta Ministério da Saúde

Acre registra mais de 60 casos de hanseníase identificados por exame de contatos, aponta Ministério da Saúde

Foto: Odair Leal

O Acre registrou 61 casos novos de hanseníase identificados por exame de contatos em 2024, segundo dados do Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado na sexta-feira, 23. As informações são destacadas neste domingo, 25, Dia Mundial de Combate e Prevenção à Hanseníase, e mostram o desempenho do estado na vigilância da doença ao longo da última década

De acordo com o levantamento, o número representa um aumento em relação a 2015, quando 51 casos foram detectados por esse tipo de estratégia no Acre.

No mesmo período, o estado também elevou a proporção de contatos examinados, que passou de 77,1% em 2015 para 88,4% em 2024, mantendo classificação regular, mas com melhora consistente na cobertura das ações de vigilância

O exame de contatos é utilizado para identificar a hanseníase em pessoas que convivem ou conviveram com pacientes diagnosticados, principalmente no ambiente domiciliar. Segundo o Ministério da Saúde, esses indivíduos têm risco significativamente maior de adoecer, o que torna a busca ativa uma das principais estratégias para o diagnóstico precoce.

Dados nacionais

No cenário nacional, o boletim aponta que o Brasil notificou 238.781 casos novos de hanseníase entre 2015 e 2024. Desse total, 22.728 casos foram identificados por meio do exame de contatos, o equivalente a 9,5% das notificações.

A participação desse tipo de detecção cresceu ao longo dos anos, saindo de 7,3% em 2015 para 13,4% em 2024, indicando maior utilização da estratégia pelos serviços de saúde

O documento também registra que, a partir de 2020, houve queda na detecção de casos em todo o país, período associado aos impactos da pandemia de covid-19 sobre os serviços de saúde. A partir de 2021, os registros voltaram a crescer, acompanhando a retomada das ações de vigilância e da atenção primária.

No caso do Acre, a análise aponta tendência estacionária no número de casos detectados por exame de contatos ao longo da série histórica. Ainda assim, o avanço na avaliação das pessoas expostas é destacado como um fator importante para reduzir diagnósticos tardios e prevenir incapacidades físicas associadas à hanseníase.

A hanseníase é uma doença infecciosa crônica e de notificação compulsória no Brasil. O Ministério da Saúde reforça que o diagnóstico precoce e o acompanhamento de contatos são medidas essenciais para interromper a transmissão e evitar sequelas.

Sinais e sintomas

Os mais frequentes são:

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