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Acusados de matar sobrinho-neto de Marina Silva vão a júri popular em março, em Rio Branco

Acusados de matar sobrinho-neto de Marina Silva vão a júri popular em março, em Rio Branco

A Justiça do Acre marcou para o dia 3 de março o júri popular dos acusados pelo assassinato de Kauã Nascimento da Silva, de 19 anos, morto a tiros em fevereiro de 2024, no bairro Taquari, em Rio Branco. O julgamento será realizado na 1ª Vara do Tribunal do Júri da capital.

Vão a julgamento André de Oliveira da Silva e Denis da Rocha Tavares, denunciados pelo Ministério Público do Acre (MP-AC) por envolvimento direto no crime. Kauã era sobrinho-neto da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.

A definição da data do júri ocorre após mais de um ano do homicídio. De acordo com as investigações, o jovem foi executado dentro da residência onde estava, enquanto dormia em um quarto. Os acusados teriam arrombado a porta do imóvel e efetuado três disparos de arma de fogo contra a vítima.

Acusados de matar sobrinho-neto de Marina Silva vão a júri popular em março, em Rio Branco
Denis da Rocha Tavares e André de Oliveira da Silva respondem por homicídio qualificado e participação em organização criminosa

Segundo a Polícia Civil, André de Oliveira da Silva é apontado como o autor dos disparos. Ele foi preso sete meses após o crime, em setembro de 2024, no Ramal do Macarrão, em Rio Branco, e acabou confessando o homicídio durante o interrogatório.

Na ocasião, os investigadores apreenderam uma pistola calibre .40, identificada como a arma utilizada no assassinato, além de uma escopeta encontrada na residência do suspeito.

Já Denis da Rocha Tavares é apontado como o responsável por ceder a arma usada no crime. Ambos permanecem presos e respondem à ação penal.

As apurações indicaram que a motivação do homicídio estaria relacionada a uma disputa entre facções criminosas. Apesar disso, conforme informado pela polícia à época, Kauã não possuía antecedentes criminais nem vínculo comprovado com organizações criminosas.

Investigação

A investigação aponta que o jovem teria sido visto dias antes pichando muros com a sigla de uma facção rival à que os acusados pertenciam, o que teria motivado a execução.

O crime ocorreu na madrugada de 2 de fevereiro de 2024, quando um homem armado invadiu a casa de uma tia da vítima, no bairro Taquari, e efetuou vários disparos. Kauã morreu ainda no local, antes da chegada do socorro.

A denúncia contra os acusados foi apresentada pelo MP-AC em novembro de 2024.

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